O Gênio de B.B. King

Publicado: 13/04/2007 em B. B. Kink, Blues

B.B. King“Tenho dificuldades com as palavras. Jamais consegui expressar-me como gostaria. A cabeça briga com a boca, os pensamentos ficam presos na graganta.”

É com estas palavras que o B.B. King começa a sua entitulada auto-biografia B.B King Corpo e Alma do Blues.

Agora eu pergunto, precisa mesmo falar alguma coisa? Escute pela voz da guitarra.

Ouça um trecho do Television My band’s podcast com uma introdução da auto biografia do gênio.

http://television.podomatic.com/entry/et/2007-04-14T18_39_46-07_00

Riley B. King, mais conhecido como B.B. King, nasceu em 16 de setembro de 1925 em Itta Bena, perto de Indianola no Mississippi, Estados Unidos da América.

Começou por tocar, a troco de algumas moedas, na esquina da Igreja com a Second Street e chegou mesmo a tocar em quatro cidades diferentes aos sábados à noite. Hoje é um dos mais reconhecidos guitarristas de Blues da atualidade. Por vezes, referido como o Rei do Blues. É bastante apreciado por seus solos, nos quais, ao contrário de muitos guitarristas, prefere usar poucas notas. Certa vez, B.B King teria dito: “posso fazer uma nota valer por mil”.

Riley B. King, mais conhecido como B.B. King, nasceu em um plantação de algodão em 16 de setembro de 1925 em Itta Bena, perto de Indianola no Mississippi, Estados Unidos da América.

Teve uma infância difícil – aos 9 anos, o bluesman vivia sozinho e colhia algodão, trabalho que lhe rendia 35 centavos de dólar por dia. Começou por tocar, a troco de algumas moedas, na esquina da Igreja com a Second Street e chegou mesmo a tocar em quatro cidades diferentes aos sábados à noite. Hoje é um dos mais reconhecidos guitarristas de Blues da atualidade. Por vezes, referido como o Rei do Blues.

B. B. King começou a tocar na rua para ganhar alguns trocados, ainda em sua cidade natal. No ano de 1947, partia para Memphis, no Tennessee, apenas com sua guitarra e $2,50 dóláres. Como pretendia seguir a carreira musical, a cidade de Memphis,cidade onde se cruzavam todos os músicos importantes do Sul, sustentava uma vasta competitiva comunidade musical em que todos os estilos musicais negros eram ouvidos.

Nomes como Django Reinhardt, Blind Lemon Jefferson, Lonnie Johnson, Charlie Christian e T-Bone Walker tornaram-se ídolos de B.B. King.

“Num sábado à noite ouvi uma guitarra elétrica que não estava a tocar espirituais negros. Era T-BONE interpretando “Stormy Monday” e foi o som mais belo que alguma vez ouvi na minha vida.”- recorda B.B. King. “Foi o que realmente me levou a querer tocar Blues”.

A primeira grande oportunidade da sua carreira surgiu em 1948, quando actuou no programa de rádio de Sonny Boy Wiliamson, na estação KWEM, de Memphis. Sucederam-se atuações fixas no “Grill” da Sixteenth Avenue e mais tarde um spot publicitário de 10 minutos na estação radiofónica WDIA, com uma equipe e direcção exclusivamente negra. “King’s Sport”, patrocinado por um tónico, tornou-se então tão popular que aumentou o tempo do transmissão e se transformou no “SEPIA SWING CLUB”.

KING precisou de um nome artístico para a Rádio. Aquilo que começou por ser “BEALE STREET BLUES” foi abreviado para “BLUES BOY KING” e eventualmente para B.B.KING. Por mera coincidência, o nome de KING já incluia a simples inicial “B”, que não correspondia a qualquer abreviatura.

Pouco depois do seu êxito “THREE O’CLOCK BLUES”, em 1951, B.B.King começou a fazer turnês nacionais sem parar,atingindo uma média de 275 concertos/ano. Só em 1956 B.B. e a sua banda fizeram 342 concertos! Dos pequenos cafés, teatros de “gueto”, salões de dança, clubes de jazz e de rock, grandes hotéis e recintos para concertos sinfónicos aos mais prestigiados recintos nacionais e internacionais, B.B. KING depressa se tornou o mais conceituado músico de Blues dos últimos 40 anos, desenvolvendo um dos mais prontamente identificáveis estilos musicais de guitarra, a nível mundial. O seu estilo foi inspirador para muitos guitarristas de rock – MIKE BLOOMFIELD, ALBERT COLLINS, BUDDY GUY, FREDDY KING, JIMI HENDRIX, OTIS RUSH, JOHNNY WINTER, ALBERT KING, ERIC CLAPTON, GEORGE HARRISON e JEFF BECK foram apenas alguns dos que seguiram a sua técnica como modelo.

Em 1969, B.B.KING foi escolhido para a abertura de 18 concertos dos ROLLING STONES. Em 1970 fez uma turnê pela Uganda, Lagos e Libéria, com o patrocínio governamental dos E.U.A.

 

B. B. King (1989).

 

B. B. King (1989).

Começou a participar da maioria dos festivais de Jazz por todo o Mundo, incluindo o NEWPORT JAZZ FESTIVAL e o KOOL JAZZ FESTIVAL NEW YORK, a sua presença tornou-se regular no circuito por universidades e colégios.

Em 89 fez uma tourne de três meses pela Austrália, Nova Zelândia, Japão, França, Alemanha Ocidental, Holanda e Irlanda, como convidado especial dos U2, participando igualmente no álbum “RATTLE AND HUM”, deste Grupo, com o tema “WHEN LOVES COMES TO TOWN”.

Em 26 de Julho de 1996, B.B.KING, aproveitando o fato de ter um concerto agendado para Stuttgart, Alemanha, deslocou-se propositalmente de avião até à base aérea de Tuzla, para atuar perante tropas da Suécia, Rússia, Bélgica e E.U.A., estacionadas na Bósnia num esforço conjunto de manutenção da paz. No dia seguinte, voou para a base aérea de Kapsjak, para nova atuação junto de tropas norte-americanas. B.B.KING confessa: “Foi emocionante atuar para estes homens e mulheres. Apreciamo-los e queremos que eles saibam que têm o nosso total apoio na sua árdua tarefa de manutenção da Paz.”

B.B.KING terminou 1996 com uma turne pela América do Sul, com concertos no México, Brasil, Chile, Argentina, Uruguai e, pela primeira vez no Perú e Paraguai. O “REI DOS BLUES” totaliza mais de 77 países onde atuou até hoje !

Ao longo dos anos tem sido agraciado com diversos ” Grammy Awards”: melhor desempenho vocal masculino de Rhythm & Blues, em 1970, com “THE THRILL IS GONE”,melhor gravação étnica ou tradicional, em 1981, com “THERE MUST BE A BETTER WORLD SOMEWHERE”, melhor gravação de Blues tradicionais, em 1983, com “BLUES’N JAZZ” e em 1985 com “MY GUITAR SINGS THE BLUES”. Em 1970, “INDIANOPOLA MISSISIPI SEEDS” concede-lhe o “Grammy” de melhor capa de álbum. A Gibson Guitar Co. nomeou-o “Embaixador das guitarras GIBSON no Mundo” – quem poderia desempenhar melhor este papel?

Ouça o podcast Television Mybands

BB King / Gary Moore – The Thrill is Gone

Blues Boy Tune

Veja também o vídeo de Gary Moore clicando aqui

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s