Count Basie

Publicado: 29/04/2007 em Count Basie, Jazz

Count BasieCount Basie é sinônimo de big band, assim como Duke Ellington. Começou com pianista em um cinema, tocou com os Blue Devils do contrabaixista Walter Page e depois com a orquestra de Bennie Moten. A carreira de bandleader começou em 1935, quando recrutou alguns músicos da extinta orquestra de Moten. Basie foi para Nova York com sua recém-organizada orquestra em 1936. O sucesso veio logo. Basie conseguiu esculpir um conjunto que, além de se tornar um dos mais célebres dos anos 30 e 40, estabeleceu um paradigma de excelência comparável apenas ao estabelecido por Ellington.

A primeira fase da orquestra, que vai de 1936 até 1940, se caracteriza por arranjos simples mas eficazes. A segunda fase, de 1940 até 1950, se caracteriza por arranjos mais elaborados, com maior riqueza harmônica. Devido a dificuldades econômicas, a orquestra de Basie teve que ser desativada no período 1950-1951, reduzindo-se a um octeto. Curiosamente, foi precisamente durante essa interrupção que ocorreu a transição da fase “clássica” para a fase dita “moderna” de Basie. Reativada, a orquestra ingressou em sua terceira fase, fazendo grande sucesso em turnês nos anos 50. Atravessou impávida os anos 60 e 70, apesar de já representar, em certo sentido, uma música de outra época. Apesar dos problemas de saúde de Basie nos anos 80, a orquestra era sempre recebida calorosamente e se manteve em atividade mesmo após a morte do líder, preservando aquilo que é uma verdadeira instituição do jazz.

A característica mais marcante da orquestra de Basie, destacada por inúmeros críticos, é o fato de se tratar de uma verdadeira máquina de swing. Não é à toa que a seção rítmica, com Basie ao piano, ganhou a alcunha reverente de All-American Rythm Section. O estilo pianístico de Basie se caracteriza pelo minimalismoe pelo despojamento (traços que já foram destacados por diversos críticos). Basie também sempre se cercou de solistas excepcionais, demasiado numerosos para serem mencionados aqui. A competência desses solistas é atestada pelo fato de que muitos deles, após deixar a orquestra de Basie, formaram suas próprias orquestras. Cabe destacar, porém, um solista de Basie que exerceu grande influência sobre os rumos do jazz: o saxtenorista Lester Young.

Texto de V.A. Bezerra publicado orinalmente no excelente site EJazz

Jazz Casual – 1968

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