Milt Jackson’s Bluesology on vibes and bass

Publicado: 01/05/2007 em Jazz, Milt Jackson's

Milt Jackson’sMilt Jackson, apelidado “Bags”, é indubitavelmente o principal vibrafonista do jazz pós-swing, e talvez o maior de todo o jazz. Nascido em Detroit, em 1923, começou tocando violão e piano, antes de se decidir pelo vibrafone na adolescência. Em 1945, fazendo parte de um grupo de Detroit, encontrou-se com Dizzy Gillespie pela primeira vez. Depois foi chamado por Dizzy para seu sexteto em New York, e também para a sua big band. Ou seja, Bags esteve presente na cena bebop desde seus primórdios, e foi o primeiro vibrafonista a dominar o novo estilo.

O nome de Bags está indissoluvelmente ligado a essa verdadeira instituição do jazz que se chama Modern Jazz Quartet. Participou do grupo desde a sua origem, em 1952, quando a formação ainda não era a definitiva. Bags era o elemento de impacto, o homem de ponta do MJQ. Como diz Bruno Schiozzi, “ele cresceu entre as tórridas sintaxes do bebop, homem de jam sessions por natureza e vocação”. Em comparação com o som de seus parceiros, o fraseado ágil e incisivo de Bags poderia parecer inadequado para o austero conjunto. Mas só aparentemente. Na realidade, completava maravilhosamente o som geral do grupo. O enfant terrible Jackson era o parceiro perfeito para o enfant gâté Lewis. O contexto sonoro proporcionado por John Lewis, Percy Heath e Connie Kay, permite, ainda, apreciar quão elegante e equilibrada é, na realidade, a música de Milt Jackson.

Além das gravações com o MJQ, Jackson realizou também várias gravações sob seu próprio nome.

Bags logrou estabelecer o vibrafone dentro do ambiente competitivo do bebop. Sua música é um modelo de competência e consistência, um paradigma de virtuosismo, criatividade e elegância. Ao mesmo tempo que experimentava formatos novos e sofisticados dentro da estética da third stream, Bags se mantinha fiel às raízes do blues. Ao mesmo tempo que seu vibrafone amiúde explode veloz e nervoso nas composições mais rápidas, também se mantém expressivo e nobre nas baladas.

Essa vida toda dedicada ao jazz da mais alta qualidade fez com que Bags se tornasse uma unanimidade entre a crítica jazzística. Em 1997 Milt Jackson recebeu, juntamente com Billy Higgins e Anita O’Day, o prêmio “American Jazz Master” do National Endowment for the Arts, o mais importante prêmio de jazz dos EUA, que é concedido somente aos maiores nomes.

(V.A. Bezerra, 2001) Texto extraído do excelente site EJazz.

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