Sonny Rollins

Publicado: 14/10/2007 em Jazz, Saxofonistas, Sonny Rollins

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Theodore Walter “Sonny” Rollins (7 de Setembro de 1930, Nova Iorque) é um sax-tenorista americano. Sonny Rollins tem uma longa e produtiva carreira no jazz, havendo começado a tocar com 11 anos de idade. Antes dos 20, já tocava com o legendário pianista Thelonious Monk. Rollins ainda grava e excursiona, tendo uma vida e uma carreira muito mais duradouras que muitos dos seus contemporâneos no jazz, como John Coltrane, Miles Davis e Art Blakey, músicos com quem gravou.

Rollins começou como pianista, tendo migrado posteriormente para o saxofone alto, finalmente trocando para o tenor em 1946. Sua primeira gravação foi em 1949 com Babs Gonzalez. No mesmo ano gravou também com J. J. Johnson e Bud Powell. Em 1950, Rollins foi preso por roubo, tendo recebido uma sentença de três anos de prisão. Cumpriu 10 meses e foi libertado condicionalmente. Dois anos depois, foi novamente preso ao usar heroína, violando os termos da sua liberdade condicional. Freqüentou, então, uma intituição para viciados em drogas na qual recebeu altas doses de medicamentos até que se sanasse completamente seu vício. Rollins começou a construir seu próprio nome quando gravou com Miles Davis em 1951 e Thelonious Monk em 1953.

Rollins entrou para o quinteto de Clifford Browne Max Roach em 1955, substituindo Harold Land. Com a morte de Brown no ano seguinte, passou a trabalhar mais como leader.

No dia 22 de Junho de 1956, Sonny gravou seu aclamado álbum Saxophone Colossus. Nele tocavam o pianista Tommy Flanagan, o contrabaixista Doug Watkins – que atuara nos Jazz Messengers – e seu baterista favorito: Max Roach. Era apenas a terceira gravação de Rollins como leader, mas foi o dia em que ele gravou talvez o seu maior sucesso, “St. Thomas”. A música é baseada numa canção em estilo caribenho (calipso que a mãe de Sonny Rollins costumava cantar quando o compositor era criança.

Nesse tempo, John Coltrane ainda não havia se tornado uma figura notória e Rollins era o principal saxofonista de jazz moderno existente.

Em 1957 ele foi pioneiro ao usar somente baixo e bateria como acompanhamento para seus solos de saxofone, textura que veio a ser conhecida como “strolling”. Duas das primeiras gravações nesse formato são os discos Way Out West (Contemporary, 1957) e A Night at the Village Vanguard (Blue Note, 1957). Ao longo de sua carreira, Rollins usou essa técnica, até mesmo acompanhando solos de baixo ou bateria com efeitos no sax.

Até então, Rollins era bem conhecido por pegar material relativamente banal ou não convencional e transformá-lo em tema para improvisação (como fez, por exemplo, com “There’s No Business Like Show Business”, em Work Time; “I’m an Old Cowhand”, em Way Out West; e posteriormente “Sweet Leilani”, em This Is What I Do, disco vencedor do Grammy). Era também bastante conhecido como compositor. Vários de seus temas (incluindo “St. Thomas”, “Doxy”, “Oleo” e “Airegin”) viraram standards jazzísticos.

Em 1958 Rollins gravou uma extensa peça para saxofone, baixo e bateria: The Freedom Suite (Suíte da Liberdade). Suas notas na capa original do disco deixavam explícita a intenção sócio-política da peça:

“A América está profundamente radicada na cultura negra: seus coloquialismos, seu humor, sua música. Que ironia que o Negro, que mais que qualquer outro povo pode reclamar como própria a cultura americana, esteja sendo perseguido e reprimido; que o Negro, que exemplificou a humanidade na sua própria existência, esteja sendo retribuída com desumanidade.”

O LP em sua forma original esteve disponível apenas por um breve período, antes que a gravadora o reembalasse como Shadow Waltz, título de outra peça do mesmo disco.

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