Smashing Pumpkins

Publicado: 19/11/2007 em Gothic Rock, Pós Punk, Rock Progressivo, Smashing Pumpkins

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O The Smashing Pumpkins é uma banda formada em Chicago em 1988 pelos guitarristas Billy Corgan e James Iha, e que teve seu ápice em meados da década de 1990 com o lançamento do álbum Mellon Collie and the Infinite Sadness, em 1995, se tornando um dos álbuns duplos mais vendidos da história.

Menos influenciados pelo punk rock que outras bandas contemporâneas, a banda era baseada em sons pesados de guitarra, contendo elementos de gothic rock, heavy metal, música psicadélica, rock progressivo, pós-punk e, posteriormente, música eletrônica.

O grupo separou-se em 2000, devido principalmente a disputas internas, ao consumo de drogas e às baixas vendas de álbuns, mas reformou-se em 2006 com dois dos membros originais, Corgan e Jimmy Chamberlin, aos quais se juntaram Jeff Schroeder (guitarra), Ginger Reyes (baixo) e Lisa Harriton (teclado).

Nos primeiros shows a banda tinha duas guitarras, um baixo e uma bateria eletrônica. A baixista D’arcy Wretzky foi convidada a se juntar à banda em meio a uma discussão sobre a banda Dan Reed Network. Esta formação não durou muito tempo, com o baterista Jimmy Chamberlin se juntando à banda ainda em 1988.

O primeiro disco foi lançado em 1991, Gish. Trazia brilhantismo nas composições mas, por ter sido lançado por uma gravadora não tão expressiva, não foi muito reconhecido.

Em 1993 é então lançado o que muitos fãs classificam como a obra-prima da banda. Siamese Dream é a trilha sonora da vida de muita gente. A banda carregou no peso dos instrumentos e as composições (entre elas “Cherub Rock”, “Disarm” e “Soma”) são inspiradíssimas. Há quem diga que Billy Corgan gravou todas as guitarras e os baixos para garantir que seu perfeccionismo fosse alcançado.

1995 é o ano de Mellon Collie and the Infinite Sadness, um dos álbuns duplos mais vendidos da história, considerado um dos melhores discos dos anos 90, e com produção do consagrado Flood (U2, The Killers). “Zero”, “1979”, “Tonight, Tonight”… Uma sucessão de hits e uma longa e bem sucedida tounée. Mas nem tudo eram flores… A tournée foi um sucesso, mesmo após o afastamento do baterista devido ao seu problema com drogas. Em uma noite em um hotel em Nova Iorque, ele e o tecladista contratado Johnathan Melvoin usaram heroína e depois de uma overdose, Melvoin morre.

Entretanto, este facto abalou a banda. O afastamento do grande amigo afetou Billy Corgan e a banda, e este abalo refletiu em Adore. Lançado em 1998, o disco não obteve o mesmo sucesso de seus antecessores, apesar de ser também uma obra maravilhosa, onde os temas soturnos da existência são explorados com extremo cuidado, tanto nas melodias quanto nas letras. Além do afastamento de Jimmy Chamberlin, que, neste ponto estava em uma clínica de reabilitação para viciados em drogas, a mãe do vocalista e líder da banda é diagnosticada com câncer (cancro), o que afetou definitivamente o ambiente da banda, gerando este apelo depressivo.

1999 é o ano do retorno triunfal da banda como ela se consagrou. A Arising! Tour marca o retorno de Jimmy Chamberlin às baquetas, os clássicos da banda voltam a ser executados nos shows (durante a tournée do Adore 90% do setlist era composto de músicas deste álbum). As novas músicas, a serem lançadas no próximo disco eram apresentadas ao público, que aguardava ansiosamente pelo retorno da formação clássica.

Em 2000, é lançado Machina/the Machines of God. Com muitas inovações nas composições, é um disco que reúne grandes músicas, com algum toque de experimentalismo. Entretanto, é um disco que só conquistou os verdadeiros fãs, coisa que vinha acontecendo desde Adore. Sem nenhum apelo comercial, Machina não foi o sucesso de vendas de outrora, mas é um disco maravilhoso. Desde o encarte à última música, passando pela produção dos shows. Tudo era primoroso.

Mas, para tristeza dos fãs, a saída da baixista D’arcy antes do início da turnê e o anúncio de Billy Corgan que este era o último disco da banda e, consequentemente, os últimos shows, as últimas linhas de uma das maiores bandas de rock da história estavam sendo escritas. Em 2 de dezembro de 2000, os Smashing Pumpkins fazem sua apresentação final, no mesmo local onde iniciaram sua carreira: o Cabaret Metro, em Chicago.

Como forma de agradecer aos fãs, uma última música foi lançada. Untitled é dedicada à todos os que, nesses 13 anos, estiveram ao lado da banda. Ainda, lançado apenas pela internet, Machina II/The Friends and Enemies Of Modern Music é o último album gravado em estúdio.

Em 2006, Billy Corgan anunciou a volta do Smashing Pumpkins. Sem James Ilha e sem D´arcy, e com os novos elementos Ginger Reyes (como baixista) e Jeff Schroeder (como guitarrista) a banda lançou Zeitgeist no dia 10 de Julho de 2007.

Discografiva

  • 1991 – Gish (28 de Maio) (1,1 milhão de cópias vendidas nos Estados Unidos)
  • 1993 – Siamese Dream (27 de Julho) (4,6 milhões de cópias vendidas nos Estados Unidos)
  • 1995 – Mellon Collie and the Infinite Sadness (24 de outubro) (9,4 milhões de cópias vendidas nos Estados Unidos, o album duplo mais vendido no mundo)
  • 1998 – Adore (2 de junho) (1,1 milhão de cópias vendidas nos Estados Unidos)
  • 2000 – MACHINA/The Machines of God (29 de fevereiro) (583.000 cópias vendidas nos Estados Unidos)
  • 2000 – MACHINA II/The Friends & Enemies of Modern Music (5 de setembro) (somente 25 cópias feitas – a banda encorajou a distribuição livre pela Internet)
  • 2007 – Zeitgeist (10 de Julho)

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