O retorno de Led Zeppelin Show em Londres

Publicado: 12/12/2007 em Led Zeppelin

Led Zeppelin em Londres

Por Mike Collett-White

LONDRES (Reuters) – A banda Led Zeppelin teve que satisfazer altas expectativas em seu show de reencontro, na noite de segunda-feira, mas os roqueiros britânicos fizeram uma apresentação tão boa que críticos e fãs estão suplicando por uma turnê mundial da banda.

As críticas foram virtualmente unânimes nos elogios feitos à banda, que tocou junta apenas um punhado de vezes desde a morte do baterista John Bonham, em 1980, após uma bebedeira exagerada.

“Fiquei simplesmente maravilhado com a maior banda do mundo”, escreveu o crítico do Telegraph, David Cheal.

“Bizarros, sedutores e melhores que nunca” foi a manchete da crítica de Alexis Petridis, do jornal The Guardian, que atribuiu o escore máximo — cinco estrelas — ao show.

Foram feitos elogios a todos os três membros originais, cuja média de idade é 61 anos, e ao filho de Bonham, Jason, que foi o baterista da noite.

Aos 59 anos, Robert Plant pode ter tido alguma dificuldade com as notas mais altas, mas sua performance numa apresentação que durou mais de duas horas e incluiu 16 canções foi melhor do que muitas pessoas tinham ousado esperar.

“Os equipamentos mais velhos podem demorar mais para entrar em funcionamento, mas, depois de as válvulas necessárias serem aquecidas, a qualidade é inconfundível”, escreveu Pete Paphides no The Times.

Jimmy Page, 63 anos, atraiu alguns dos maiores aplausos por seus acordes fortes e suas improvisações, incluindo uma de suas façanhas típicas, passando um arco de violino pelas cordas de sua guitarra, e John Paul Jones, 61, foi aplaudido por garantir a base rítmica no baixo.

Jason Bonham fez justiça a seu pai na bateria, acrescentando um elemento funk que não existia na banda original, “algo que acrescenta mais élan as canções”, segundo o Independent.

Para vários críticos, dois dos melhores momentos da noite foram “Black Dog”, a terceira canção apresentada, e “Kashmir”, perto do final do show.

Sobram especulações de que o Led Zeppelin possa seguir o exemplo de outras bandas de roqueiros sessentões, fazendo uma lucrativa turnê mundial.

Não houve muitos indícios na segunda-feira quanto a possibilidade de isso de fato acontecer. Robert Plant, que tem uma carreira solo bem-sucedida, é vista como o integrante da banda que tem menos chances de concordar com a idéia.

Plant e Jones

Patricia Rodríguez

Londres, 10 dez (EFE).- O Led Zeppelin voltou aos palcos, nesta segunda-feira, em uma apresentação magistral, na qual não faltaram grandes clássicos da história do rock como “Stairway to Heaven” e “Whole Lotta Love”.

Mesmo com uma imagem distante do visual de rebeldia que marcou o fim dos anos 60, o Led Zeppelin mostrou mais uma vez seu legado inconfundível em um majestoso retorno aos palcos.

As cerca de 18 mil pessoas que lotaram o O2 Arena, em Londres, puderam ouvir mais uma vez ao vivo a voz marcante de Robert Plant, os inconfundíveis riffs da guitarra de Jimmy Page, a precisão do baixo de John Paul Jones e a bateria do jovem Jason, que soube substituir à altura o poder que seu pai, John Bonham, tinha com duas baquetas nas mãos.

O show foi uma homenagem a Ahmet Ertegun, fundador do selo americano Atlantic Records, que apostou em 1968 no potencial dos jovens britânicos que haviam acabado de formar o Led Zeppelin.

Não há dúvidas de que o Led Zeppelin era a grande estrela da noite, mas o tributo a Ertegun, que morreu em dezembro de 2006, aos 83 anos, também contou com apresentações de nomes como Bill Wyman, ex-Rolling Stone, do grupo Foreigner e de Paul Rogers, além da participação de novos nomes da música, como o cantor escocês Paolo Nutini, que interpretou músicas de Ray Charles, como “Mess Around”, e Nancy Sinatra, com sua já clássica “Bang Bang”.

A morte de John Bonham, após ingerir várias doses de vodca com suco de laranja, deixou um vazio irreparável que levou à dissolução do grupo.

No entanto, na noite de hoje, quase três décadas depois de sua separação, foi possível ouvir mais uma vez o inigualável timbre do Led Zeppelin. O grupo empolgou uma platéia nostálgica, que cantou durante toda a apresentação, iniciada com o clássico “Good Times Bad Times”.

Jason Bonham, com a responsabilidade de assumir no palco o papel de seu pai, considerado um dos grandes bateristas da história do rock, não decepcionou e soube, como ninguém, honrar o nome de sua família.

O show do Led Zeppelin esta noite foi marcado por grandes clássicos da banda, como “Ramble On” e “Since I’ve Been Loving You”.

Os riffs selvagens de Jimmy Page foram sentidos em “Black Dog” e “Stairway to Heaven”. Esta última levou a platéia ao delírio.

Os oito minutos de “Stairway to Heaven” passaram em segundos, e a banda soube como ninguém explorar cada detalhe da música, dos acordes mais suaves até o potente som de uma bateria esmagadora, sem deixar de lado, é claro, o excepcional solo de guitarra de Page.

Durante a apresentação houve tempo ainda para a improvisação e até mesmo para uma canção que a banda nunca havia tocado ao vivo, “For Your Life”. Foi neste momento, na primeira parte do show, que Plant, que conversava muito com o público, contou que “milhares e milhares de lembranças” passavam por sua mente e agradeceu pelo fato de “ter Jason no grupo”.

Aclamado pelo público, o Led Zeppelin teve de voltar ao palco duas vezes mais, para executar “Whole Lotta Love” e encerrar esta excepcional reunião com o clássico “Rock and Roll”.

Foram duas horas de autêntico êxtase para um grupo considerado o melhor da década de 70. Para muitos, além disso, a melhor formação de rock da história.

Para matar saudades:

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