Arquivo da categoria ‘Made in Brazil’

O Texto abaixo foi “roubado” do excelente site http://www.jacytanmeloproducoes.clic3.net/.

Raphael du Valle nasceu na cidade de Ouro Fino-MG e começou a tocar contra-baixo aos 10 anos de idade. Nessa época Raphael estudou durante 4 anos com o baixista carioca Marcio Iacovo. Nessa época Raphael tocava em Festas, Bailes e Festivais com bandas, cantores e duplas. Com 16 anos começou e lecionar e com 17 anos gravou seu primeiro disco com uma banda Pop. Nessa mesma época Raphael começou a trabalhar em Estúdio como baixista.

Raphael du Valle já lecionou nas cidades de Ouro Fino-MG, Jacutinga-MG, Borda da Mata-MG, São João da Boa Vista-SP e Poços de Caldas onde deu aulas no Conservatório Municipal por 2 anos e atualmente Raphael du Valle leciona na sua própria escola. Além disso Raphael du Valle desenvolve um extenso trabalho na Internet com aulas on-line pelo Brasil e também fora do Brasil.

Raphael du Valle já tocou e gravou com diversos nomes no qual pode-se destacar Wilson Sideral, Enok Virgulino, Luciana Lima, Arleno Farias, Rafael Toledo, Wolf Borges, Elder Costa, Flávio Landau, Toninho Ferraguti, Edu Ribeiro, Soul Brasuca, Claudio Nucci, Ivan Meyer, Jucelene Buosi Neto Amaral e outros… Atualmente Raphael du Valle toca com a banda de forró pé de serra Rasgacêro no qual já conquistaram vários prêmios a nível nacional no qual se destaca o Festival Nacional de Forró de Itaúnas-ES e o Festival Violo de todos os cantos da EPTV.

Raphael du Valle produz em seu próprio estúdio artistas e bandas. No ano de 2006 foram feitos alguns trabalhos destacando-se Jorge Viviane, Jack Jow, Marcelo Borin e seu disco solo Bom Dia e em 2007 produziu o novo disco da banda Rasgacêro e também da banda Auê e esta acabando de produzir o seu novo disco solo. Raphael du Valle também cuidou em 2006 da direção artística de 2 shows, Rafael e Adriel e Vera Guarita no show realizado pelo Sesc São Carlos. Raphael du Valle também realiza vários Workshops pelo Brasil e com isso atinge um grande número de músicos.

Raphael du Valle é dono de uma escola de música (Fábrica) e de uma produtora (Mixiricart) recém inaugurada com mais 3 sócios, no qual fazem toda a assessoria para o músico como produção, gravação, arranjos, mixagem, capas, sites e etc… Raphael du Valle acabou de lançar sua escola online de contra-baixo, tOquemaisbaixo e ja possui em apenas 5 meses de existência, mais de 5000 alunos…

Vídeo com o baixista Raphael du Valle, tocando uma música de sua autoria “SOL”

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Muito agradecido Nelson pela indicação abaixo.

Hermeto Pascoal

Publicado: 16/11/2007 em Hermeto Pascoal, Jazz, Made in Brazil

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Hermeto Pascoal (Lagoa da Canoa, 22 de junho de 1936) é um compositor arranjador e multiinstrumentista brasileiro (toca acordeão, flauta, piano, saxofone, trompete, bombardino, escaleta e diversos outros instrumentos musicais)

Nascido em Olho d’Água e criado em Lagoa da Canoa, na época município de Arapiraca, estado de Alagoas, em 22 de junho de 1936, Hermeto Pascoal é filho de Vergelina Eulália de Oliveira (dona Divina) e Pascoal José da Costa (seu Pascoal). Foi no seu alistamento militar que colocaram o pré nome de seu pai como seu sobrenome.

Os sons da natureza o fascinaram desde pequeno. A partir de um cano de mamona de “gerimum” (abóbora), fazia um pífano e ficava tocando para os passarinhos. Ao ir para a lagoa, passava horas tocando com a água. O que sobrava de material do seu avô ferreiro, ele pendurava num varal e ficava tirando sons. Até o acordeão de 8 baixos de seu pai, de sete para oito anos, ele resolveu experimentar e não parou mais. Dessa forma, passou a tocar com seu irmão mais velho José Neto, em forrós e festas de casamento, revezando-se com ele no acordeão e no pandeiro.

Mudou-se para Recife em 1950, e foi para a Rádio Tamandaré. De lá, logo foi convidado, com a ajuda de Sivuca (acordeonista conhecido), para integrar a Rádio Jornal do Commercio, onde José Neto já estava. Formaram o trio “O Mundo Pegando Fogo” , segundo Hermeto, ele e seu irmão estavam apenas começando a tocar acordeão, ou seja, eles só tocavam o acordeão de 8 baixos até então.

Porém, por não querer tocar pandeiro e sim acordeão, foi mandado para a Rádio Difusora de Caruaru, como refugo, pelo diretor da Rádio Jornal do Commercio, o qual disse-lhe que “não dava para música”. Ficou nessa rádio em torno de três anos. Quando Sivuca passou por lá, fez muitos elogios sobre o Hermeto ao diretor dessa rádio, o Luis Torres, e Hermeto, por conta disso, logo voltou para a Rádio Jornal do Commercio, em Pernambuco, ganhando o que havia pedido, a convite da mesma pessoa que o tinha mandado embora. Ali, em 1954, casou-se com Ilza da Silva, com quem viveu 46 anos e teve seis filhos: Jorge, Fabio, Flávia, Fátima, Fabiula e Flávio. Foi nessa época também que descobriu o piano, a partir de um convite do guitarrista Heraldo do Monte, para tocar na Boate Delfim Verde. Dali, foi para João Pessoa, onde ficou quase um ano tocando na Orquestra Tabajara, do maestro Gomes.

Em 1958, mudou-se para o Rio de Janeiro para tocar acordeão no Regional de Pernambuco do Pandeiro (na Rádio Mauá) e, em seguida, piano no conjunto e na boate do violinista Fafá Lemos e, em seguida, no conjunto do Maestro Copinha (flautista e saxofonista), no Hotel Excelsior.

Atraído pelo mercado de trabalho, transferiu-se para São Paulo em 1961, tocando em diversas casas noturnas. Depois de um tempo, formou, juntamente com Papudinho no trompete, Edilson na bateria e Azeitona no baixo, o grupo Som Quatro . Foi aí que começou a tocar flauta. Com esse grupo gravou um LP. Em seguida, integrou o Sambrasa Trio, com Cleiber no baixo e Airto Moreira na bateria. No disco do Sambrasa Trio, Hermeto já registrou sua canção “Coalhada”.

Com o florescimento dos programas musicais de TV, criaram o Quarteto Novo, em 1966, sendo Hermeto no piano e flauta, Heraldo do Monte na viola e guitarra, Théo de Barros no baixo e violão e Airto Moreira na bateria e percussão. O grupo inovou com sua sonoridade refinada e riqueza harmônica, participando dos melhores festivais de música e programas da TV Record, representando o melhor da música brasileira. Nessa época, venceram um dos festivais com “Ponteio”, de Edu Lobo. Além disso, Hermeto ganhou várias vezes como arranjador. No ano seguinte gravou o LP “Quarteto Novo”, pela Odeon, onde registrou suas composições “O Ovo” e “Canto Geral”.

Em 1969, a convite de Flora Purim e Airto Moreira, viajou para os Estados Unidos e gravou com eles dois LP, atuando como compositor, arranjador e instrumentista. Nessa época, conheceu Miles Davis e gravou com ele duas músicas suas: “Nem um Talvez” e “Igrejinha”. De volta ao Brasil, gravou o LP “A Música Livre de Hermeto Pascoal”, com seu primeiro grupo, em 1973.

Em 1976, retornou aos Estados Unidos, gravou o “Slaves Mass” e realizou mais alguns trabalhos com Airto e Flora.

Com o nome já reconhecido pelo talento, pela qualidade e por sua criatividade, tornou-se a atração de diversos eventos importantes, como o I Festival Internacional de Jazz, em 1978, em São Paulo. No ano seguinte, participou do Festival de Montreux, na Suíça, quando é editado o álbum duplo “Hermeto Pascoal ao vivo”, e seguiu para Tóquio, onde participou do “Live Under the Sky”. Lançou o “Cérebro Magnético” em 1980 e multiplica suas apresentações pela Europa.

Em 1982, lançou, pela gravadora Som da Gente, o LP “Hermeto Pascoal & Grupo”. Em 1984, pelo mesmo selo, gravou o “Lagoa da Canoa”, em que registrou pela primeira vez “Som da Aura” com os locutores esportivos Osmar Santos (Tiruliru) e José Carlos Araújo (Parou, parou, parou). Esse disco também foi em homenagem à sua localidade natal, que se elevou, então, à categoria de município e conferiu-lhe o título de “cidadão honorário”. Em 1986, o Brasil Universo, também com seu grupo.

Compôs ainda a “Sinfonia em Quadrinhos”, apresentando-se com a Orquestra Jovem de São Paulo. Em seguida, foi para Copenhague, onde lançou a “Suite Pixitotinha”, que foi executada pela Orquestra Sinfônica local, em concerto transmitido, via rádio, para toda a Europa.

Em 1987, lançou mais um LP, “Só não toca quem não quer”, em que homenageia jornalistas e radialistas, como reconhecimento pelo seu apoio ao longo da carreira. Em 1989, fez seu primeiro disco de piano solo, o LP duplo “Por Diferentes Caminhos”.

Em 1992, já pela Philips, gravou com seu grupo o Festa dos Deuses. Depois do lançamento, viajou à Europa para uma série de concertos na Alemanha, na Suíça, na Dinamarca, na Inglaterra e em Portugal.

Em março de 1995, apresentou uma sinfonia no Parque Lúdico do Sesc Itaquera, em São Paulo, utilizando os gigantescos instrumentos musicais do parque. No mesmo ano foi a convite da Unicef para Rosário (Argentina), onde se apresentou para duas mil crianças, sendo que seu grupo entrou para tocar dentro da piscina montada no palco a pedido dele.

De 23 de junho de 1996 a 22 de junho de 1997, registrou uma composição por dia, onde quer que estivesse. Essas composições fazem parte do “Calendário do Som”, livro de 414 páginas lançado em 1999 pela Editora Senac. O objetivo é homenagear todos os aniversariantes do mundo, incluindo uma canção a mais, para os que nascidos em ano bissexto.

As partituras manuscritas por Hermeto, foram digitalizadas fielmente por Becca Lopes, mantendo a originalidade com a qual o músico e compositor escreveu sem qualquer tipo de alteração gráfica e em cada uma das 366 partituras, Hermeto faz um comentário ou reflexão afetuosa sobre amigos, familiares, músicos, seu Fluminense Football Club e objetos em geral, sempre finalizando com a frase “Tudo de bom sempre”.

Em 1999 lançou o CD “Eu e Eles”, primeiro disco do selo Mec, no Rio de Janeiro. Nesse CD produzido por seu filho Fábio Pascoal, Hermeto toca todos os instrumentos. Em 2003, lançou, com seu grupo, o CD “Mundo Verde Esperança”, também produzido por Fábio.

Em outubro de 2002, durante um workshop em Londrina, conheceu a cantora Aline Morena e a convido para dar uma canja no dia seguinte com o seu grupo em Maringá. Em seguida ela o acompanhou ao Rio de Janeiro e, no fim de 2003, Hermeto passou a residir com ela em Curitiba. Assim, passou a dar-lhe noções de viola caipira, piano e percussão e, em março de 2004 estreou no Sesc Vila Mariana a sua mais nova formação: o duo “Chimarrão com Rapadura” (gaúcha com alagoano), com Aline Morena.

Em abril de 2004, embarcou para Londres para o terceiro concerto com a “Big Band” local. Em seguida realizou mais alguns espetáculos solo em Tóquio e Quioto.

Em 2005 gravou o CD e o DVD “Chimarrão com Rapadura” com Aline Morena, além de realizar duas grandes turnês com seu grupo por toda a Europa. O CD e o DVD de Hermeto Pascoal e Aline Morena foram lançados de maneira totalmente independente em 2006.

Atualmente, Hermeto Pascoal apresenta-se com cinco formações: “Hermeto Pascoal e Grupo”, “Hermeto Pascoal e Aline Morena”, “Hermeto Pascoal Solo”, “Hermeto Pascoal e Big Band” e “Hermeto Pascoal e Orquestra Sinfônica”.

  • Quarteto Novo (1967)
  • Hermeto (1970 ou 1971)
  • A Música Livre de Hermeto Pascoal (1973)
  • Slaves Mass (1976)
  • Missa dos Escravos (1977)
  • Zabumbê-bum-á (1979)
  • Ao Vivo Montreaux Jazz Festival (1979)
  • Cérebro Magnético (1980)
  • Hermeto Pascoal & grupo (1982)
  • Lagoa da Canoa, Município de Arapiraca (1984)
  • Brasil Universo (1986 ou(1985)
  • Só Não Toca Quem Não Quer (1987)
  • Hermeto Solo – Por Diferentes Caminhos ou Por Diferentes Caminhos: Piano Acústico (1988)
  • Mundo Verde Esperança (não lançado)
  • Festa dos Deuses (1992)
  • Hermeto Pascoal/Pau Brasil – Série Música Viva, ao vivo (1993)
  • Hermeto Pascoal/Renato Borghetti – CCBB, ao vivo (1993)
  • Música – O Melhor da Música de Hermeto Pascoal (1998)
  • Eu e Eles (1999)
  • Mundo Verde Esperança (2002)
  • Chimarrão com Rapadura (2006) CD e DVD

Alceu Valença

Publicado: 16/11/2007 em Alceu Valença, Made in Brazil

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Alceu Paiva Valença (São Bento do Una, 1 de julho de 1946) é um cantor e compositor brasileiro. Seu disco de estréia foi gravado em parceria com Geraldo Azevedo.

Nasceu no interior de Pernambuco, nos limites do sertão com o agreste. É considerado um artista que atingiu maior equilíbrio estético entre as bases musicais nordestinas com o universo dos sons elétricos da música pop. Influenciado pelos negros maracatus, cocos e repentes de viola, Alceu conseguiu utilizar a guitarra, – que chegou a galope montada nas costas do rock and roll de Elvis – com baixo elétrico e, mais tarde, com o sintetizador eletrônico nas suas canções.

Por conta disso, conseguiu dar nova vida a uma gama de ritmos regionais, como o baião, coco, toada, maracatu, frevo, caboclinhos e embolada e repentes cantados com bases rock’n’roll. Sua música e seu universo temático são universais, mas a sua base estética está fincada na nordestinidade.

O envolvimento de Alceu com a música começa na infância, através dos cantadores de feira da sua cidade natal. Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga e Marinês, três dos principais irradiadores da cultura musical nordestina, foram captados por ele pelos nostálgicos serviços de alto-falante da cidade. Em casa, a formação ficou por conta do avô, Orestes Alves Valença, que era poeta e violeiro. Aos 10 anos vai para Recife, onde mantém contato com a cultura urbana, e ouve a música de Orlando Silva e Dalva de Oliveira, alternando com o emergente e rebelde ritmo de Little Richard, Ray Charles e outros ícones da chamada primeira geração do rock’n’roll.

Recém-formado em Direito no Recife, em 1969, desiste das carreiras de advogado e jornalista – trabalhou como correspondente do Jornal do Brasil – e resolve apostar no talento e na sensibilidade artística.

Em Recife, a profusão de folguedos vindos de todas as regiões do estado, notadamente no carnaval, onde até hoje os grupos se confraternizam, seria decisiva na solidificação de uma das mais febris personalidades da música brasileira. Inerente a sua obra, o sentido cosmopolita de fazer arte, de forma direta e que refletisse a sua vivência e bagagem cultural de homem nordestino, sua história, seu povo e as novidades da música. A partir daí, o mago de Pernambuco amadurece a idéia de colocar a guitarra e o teclado nessas vertentes da música da sua região. A atitude em si não é novidade visto que os tropicalistas já tinham fundido o baião de Luiz Gonzaga com as guitarras. Alceu, entretanto foi mais fundo: pesquisou duplas de emboladores como Beija Flor e Treme Terra, Geraldo Mouzinho e Caximbinho, embolou-se com os maracatus de Pernambuco, bebeu na fonte dos aboios mouriscos, dos pífanos, rabecas e pandeiros, cozinhou tudo na panela do rock, e o resultado é uma obra atemporal, de qualidade.

Em 1971, vai para o Rio de Janeiro com o amigo e incentivador Geraldo Azevedo. Começa a participar de festivais universitários, como o da TV Tupi com a faixa Planetário. Nada acontece. Nenhuma classificação, pois a orquestra do evento não conseguiu tocar o arranjo da canção.

LP

  • Alceu Valença & Geraldo Azevedo (aliás Quadrafônico) (1972)
  • Molhado de Suor (1974)
  • Vivo! (1976)
  • Espelho Cristalino (1977)
  • Coração Bobo (1980)
  • Cinco Sentidos (1981)
  • Cavalo de Pau (1982)
  • Anjo Avesso (1983)
  • Mágico (1984)
  • Estação da Luz (1985)
  • Ao Vivo (1986)
  • Rubi (1986)
  • Leque Moleque (1987)
  • Oropa, França e Bahia (1988) – ao vivo no Scala 1, Rio de Janeiro
  • Andar Andar (1990)
  • 7 Desejos (1992)
  • Maracatus, Batuques e Ladeiras (1994)

poeta de alma

  • Quadrafônico (aliás Alceu Valença & Geraldo Azevedo) (1972)
  • Molhado de Suor (1974)
  • Espelho Cristalino (1977)
  • Saudade de Pernambuco (1979, lançado em 1998 no seriado Sertanejo & Forró no JT)
  • Coração Bobo (1980)
  • Cavalo de Pau (1982)
  • Estação da Luz (1985)
  • Ao Vivo (1986)
  • Rubi (1986)
  • Leque Moleque (1987)
  • Oropa, França e Bahia (1988) – ao vivo no Scala 1, Rio de Janeiro
  • Andar Andar (1990)
  • 7 Desejos (1992)
  • Maracatus, Batuques e Ladeiras (1994)
  • O Grande Encontro (1996) – ao vivo em conjunto com Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho
  • Sol e Chuva (1997)
  • Forró de Todos os Tempos (1998)
  • Todos os Cantos (1999) – ao vivo em Olinda, Recife, Montreux
  • Forró Lunar (2001)
  • De Janeiro a Janeiro (2002)
  • Ao Vivo em Todos os Sentidos (2003)
  • Na Embolada do Tempo (2005)
  • Marco Zero – Ao Vivo (2006)

DVD

  • Ao Vivo em Todos os Sentidos (2003)
  • Marco Zero – Ao Vivo (2006)

Toquinho

Publicado: 15/11/2007 em Kabelo, Made in Brazil, Toquinho

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Antonio Pecci Filho (São Paulo, 6 de julho de 1946), músico compositor e violonista brasileiro. Ganhou o apelido de Toquinho da mãe e já aos quatorze anos começou a ter aulas de violão com Paulinho Nogueira. Estudou harmonia com Edgar Janulo, violão clássico com Isaias Sávio e fez curso de orquestração com Léo Peracchi. Teve aulas e tornou-se amigo de Oscar Castro Neves.

Começou se apresentando em colégios e faculdades e profissionalizou-se nos anos sessenta, em shows promovidos pelo radialista Walter Silva no famoso teatro Paramount em São Paulo. Compôs com Chico Buarque sua primeira canção a ser gravada, ‘’Lua cheia’’. Em 1969 acompanha Chico à Itália, pais onde até hoje se apresenta regularmente. Em 1970, compõe, com Jorge Benjor, seu primeiro grande sucesso, ‘’Que Maravilha’’. Ainda nesse ano, Vinicius de Moraes, o mundialmente famoso compositor de ‘’Garota de Ipanema’’ (com Tom Jobim), o convida para participar de uma série de shows em Buenos Aires, formando uma sólida parceria que iria durar 11 anos, 120 canções, 25 discos e mais de 1000 shows.

Após a morte do ‘’poetinha’’, Toquinho segue em carreira solo, ou às vezes se apresentando com uma cantora convidada ou com outros compositores, como Paulinho da Viola, Danilo Caymmi, Mutinho, Paulinho Nogueira e Chico, em discos e apresentações por vários paises. Ele continua fazendo sucessos.

Vídeo gravado por mim (secretamente) no Sesc Santana em 19 de Setembro de 2007

Despedida do público

Yamandu Costa

Publicado: 08/11/2007 em Jazz, Made in Brazil, Yamandu Costa

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Yamandu Costa (Passo Fundo, 24 de janeiro de 1980) é um violonista e compositor brasileiro.

Começou a estudar violão aos sete anos de idade com o pai, Algacir Costa, líder do grupo “Os Fronteiriços” e aprimorou-se com Lúcio Yanel, virtuoso argentino radicado no Brasil. Até os quinze anos, sua única escola musical era a música folclórica do Sul do Brasil, Argentina e Uruguai. Depois de ouvir Radamés Gnatalli, ele começou a procurar por outros brasileiros, tais como: Baden Powell, Tom Jobim, Raphael Rabello entre outros. Aos dezessete anos apresentou-se pela primeira vez em São Paulo no Circuito Cultural Banco do Brasil, produzido pelo Estúdio Tom Brasil, e a partir daí passou a ser reconhecido como músico revelação do violão brasileiro.

Yamandu toca estilos diversos como choro, bossa nova, milonga, tango, samba e chamamé, sendo difícil enquadrá-lo em uma corrente musical, dado que mistura todos os estilos e cria interpretações de rara personalidade no seu violão de sete cordas.

Prêmios

Free Jazz Festival 2001 – Rio e São Paulo

  • Festival de Guitarra do Chile – 2001
  • Vencedor do Prêmio Visa Edição Instrumental – 2001
  • Circuito Cultural Banco do Brasil – 1999 – Participação
  • Festival de Nashville (EUA) – 1998
  • Troféu de Revelação de Música Instrumental do Estado do Rio Grande
  • 25º Prêmio de melhor instrumentista do RS
  • Show em Montevidéu – 1998
  • Turnê em Bueno Aires – 1998
  • Vencedor do Prêmio Califórnia de Uruguaiana – 1995
  • Prêmio Tim – Melhor Solista – 2004

Discografia

  • 2007 – Yamandu + Dominguinhos
  • 2005 – DVD – Yamandu Costa ao Vivo
  • 2004 – El negro Del Blanco / Yamandu Costa e Paulo Moura
  • 2003 – Yamandu ao Vivo
  • 2001 – Yamandu / Premio Visa
  • 2000 – Dois Tempos / Lucio Yanel e Yamandu Costa

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Egberto Amin Gismonti (Carmo, Estado do Rio de Janeiro, 5 de dezembro de 1947) é um compositor, músico, cantor e arranjador brasileiro, considerado um virtuoso da música instrumental popular, destacando-se pela sua capacidade de experimentação.

De família musical, começou a estudar piano aos cinco anos. Ainda na infância e adolescência, seus estudos no Conservatório já incluíram flauta, clarinete, violão e piano. Em 1968, participou de um festival da TV Globo com a canção “O Sonho”, que atraiu a atenção do público e elogios da crítica. Partiu nesse mesmo ano para a França, onde estudou música dodecafônica com Jean Barraqué e análise músical com Nadia Boulanger.

Em 1969, lançou seu primeiro disco, Egberto Gismonti, com forte influência da Bossa Nova. O álbum, hoje cult, acabaria sendo uma de suas obras mais acessíveis, dado que, nos anos 1970, Gismonti se dedicaria a pesquisas musicais e experimentações com estruturas complexas e instrumentos inusitados, voltando-se quase exclusivamente para a música instrumental.

A hesitação das gravadoras brasileiras com o seu estilo o levou a procurar refúgio em selos europeus, pelos quais lançou vários álbuns pelas décadas seguintes. Gismonti explorou diversas avenidas da música, sempre imprimindo o seu interesse pessoal: o choro o levou a estudar o violão de oito cordas e a flauta, a curiosidade com a tecnologia e a influência da Europa o levaram aos sintetizadores, a curiosidade com o folclore e as raízes do Brasil o levaram a estudar a música indígena do Brasil, tendo mesmo morado por um breve período com índios yawaiapiti, do Alto Xingu.

A carreira de Gismonti prosseguiu sólida – se não comercialmente explosiva – e o artista continuou gravando seus álbuns e participando de discos alheios, além de fazer turnês de sucesso, especialmente na Europa. Entre os músicos com os quais colaborou ou colaboraram com ele, destacam-se Naná Vasconcelos, Marlui Miranda, Charlie Haden, Jan Garbarek, André Geraissati, Jaques Morelenbaum, Hermeto Paschoal, Airto Moreira e Flora Purim.

Gismonti nos anos 80 recomprou todo o seu repertório de composições e tornou-se um dos únicos compositores do país donos de seu próprio acervo. Ele relançou parte de sua discografia pelo seu próprio selo, Carmo. Muitos músicos vêm gravando suas composições recentemente.