Arquivo da categoria ‘Pós Punk’

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O The Smashing Pumpkins é uma banda formada em Chicago em 1988 pelos guitarristas Billy Corgan e James Iha, e que teve seu ápice em meados da década de 1990 com o lançamento do álbum Mellon Collie and the Infinite Sadness, em 1995, se tornando um dos álbuns duplos mais vendidos da história.

Menos influenciados pelo punk rock que outras bandas contemporâneas, a banda era baseada em sons pesados de guitarra, contendo elementos de gothic rock, heavy metal, música psicadélica, rock progressivo, pós-punk e, posteriormente, música eletrônica.

O grupo separou-se em 2000, devido principalmente a disputas internas, ao consumo de drogas e às baixas vendas de álbuns, mas reformou-se em 2006 com dois dos membros originais, Corgan e Jimmy Chamberlin, aos quais se juntaram Jeff Schroeder (guitarra), Ginger Reyes (baixo) e Lisa Harriton (teclado).

Nos primeiros shows a banda tinha duas guitarras, um baixo e uma bateria eletrônica. A baixista D’arcy Wretzky foi convidada a se juntar à banda em meio a uma discussão sobre a banda Dan Reed Network. Esta formação não durou muito tempo, com o baterista Jimmy Chamberlin se juntando à banda ainda em 1988.

O primeiro disco foi lançado em 1991, Gish. Trazia brilhantismo nas composições mas, por ter sido lançado por uma gravadora não tão expressiva, não foi muito reconhecido.

Em 1993 é então lançado o que muitos fãs classificam como a obra-prima da banda. Siamese Dream é a trilha sonora da vida de muita gente. A banda carregou no peso dos instrumentos e as composições (entre elas “Cherub Rock”, “Disarm” e “Soma”) são inspiradíssimas. Há quem diga que Billy Corgan gravou todas as guitarras e os baixos para garantir que seu perfeccionismo fosse alcançado.

1995 é o ano de Mellon Collie and the Infinite Sadness, um dos álbuns duplos mais vendidos da história, considerado um dos melhores discos dos anos 90, e com produção do consagrado Flood (U2, The Killers). “Zero”, “1979”, “Tonight, Tonight”… Uma sucessão de hits e uma longa e bem sucedida tounée. Mas nem tudo eram flores… A tournée foi um sucesso, mesmo após o afastamento do baterista devido ao seu problema com drogas. Em uma noite em um hotel em Nova Iorque, ele e o tecladista contratado Johnathan Melvoin usaram heroína e depois de uma overdose, Melvoin morre.

Entretanto, este facto abalou a banda. O afastamento do grande amigo afetou Billy Corgan e a banda, e este abalo refletiu em Adore. Lançado em 1998, o disco não obteve o mesmo sucesso de seus antecessores, apesar de ser também uma obra maravilhosa, onde os temas soturnos da existência são explorados com extremo cuidado, tanto nas melodias quanto nas letras. Além do afastamento de Jimmy Chamberlin, que, neste ponto estava em uma clínica de reabilitação para viciados em drogas, a mãe do vocalista e líder da banda é diagnosticada com câncer (cancro), o que afetou definitivamente o ambiente da banda, gerando este apelo depressivo.

1999 é o ano do retorno triunfal da banda como ela se consagrou. A Arising! Tour marca o retorno de Jimmy Chamberlin às baquetas, os clássicos da banda voltam a ser executados nos shows (durante a tournée do Adore 90% do setlist era composto de músicas deste álbum). As novas músicas, a serem lançadas no próximo disco eram apresentadas ao público, que aguardava ansiosamente pelo retorno da formação clássica.

Em 2000, é lançado Machina/the Machines of God. Com muitas inovações nas composições, é um disco que reúne grandes músicas, com algum toque de experimentalismo. Entretanto, é um disco que só conquistou os verdadeiros fãs, coisa que vinha acontecendo desde Adore. Sem nenhum apelo comercial, Machina não foi o sucesso de vendas de outrora, mas é um disco maravilhoso. Desde o encarte à última música, passando pela produção dos shows. Tudo era primoroso.

Mas, para tristeza dos fãs, a saída da baixista D’arcy antes do início da turnê e o anúncio de Billy Corgan que este era o último disco da banda e, consequentemente, os últimos shows, as últimas linhas de uma das maiores bandas de rock da história estavam sendo escritas. Em 2 de dezembro de 2000, os Smashing Pumpkins fazem sua apresentação final, no mesmo local onde iniciaram sua carreira: o Cabaret Metro, em Chicago.

Como forma de agradecer aos fãs, uma última música foi lançada. Untitled é dedicada à todos os que, nesses 13 anos, estiveram ao lado da banda. Ainda, lançado apenas pela internet, Machina II/The Friends and Enemies Of Modern Music é o último album gravado em estúdio.

Em 2006, Billy Corgan anunciou a volta do Smashing Pumpkins. Sem James Ilha e sem D´arcy, e com os novos elementos Ginger Reyes (como baixista) e Jeff Schroeder (como guitarrista) a banda lançou Zeitgeist no dia 10 de Julho de 2007.

Discografiva

  • 1991 – Gish (28 de Maio) (1,1 milhão de cópias vendidas nos Estados Unidos)
  • 1993 – Siamese Dream (27 de Julho) (4,6 milhões de cópias vendidas nos Estados Unidos)
  • 1995 – Mellon Collie and the Infinite Sadness (24 de outubro) (9,4 milhões de cópias vendidas nos Estados Unidos, o album duplo mais vendido no mundo)
  • 1998 – Adore (2 de junho) (1,1 milhão de cópias vendidas nos Estados Unidos)
  • 2000 – MACHINA/The Machines of God (29 de fevereiro) (583.000 cópias vendidas nos Estados Unidos)
  • 2000 – MACHINA II/The Friends & Enemies of Modern Music (5 de setembro) (somente 25 cópias feitas – a banda encorajou a distribuição livre pela Internet)
  • 2007 – Zeitgeist (10 de Julho)

Joy Division

Publicado: 14/06/2007 em Joy Division, Pós Punk

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O Joy Division foi uma banda da cena pós-punk formada no ano de 1977, em Manchester, Inglaterra. A banda acabou em 18 de Maio de 1980 após o suicídio do vocalista, Ian Curtis. A banda também tinha como integrantes Bernard Sumner, Peter Hook e Stephen Morris. Após o termino da banda, os três integrantes remanescentes formaram o New Order

O seu som tinha influências de Velvet Underground, David Bowie e Iggy Pop, e era caracterizado por densas melodias, bastante marcadas pela bateria quase militar de Stephen Morris, e uma têndencia para a depressão e a claustrofobia.

História

Tudo começou quando Ian Curtis respondeu a um anúncio publicado por Bernard Sumner (guitarra, teclados) e Peter Hook (baixo), que procuravam um vocalista. O primeiro nome da banda foi Warsaw, e um dos primeiros problemas foi encontrar um baterista definitivo. Após vários interinos no cargo, Stephen Morris assumiu as baquetas, a tempo para a gravação do debut deles.

Seu primeiro trabalho de estúdio, já com o nome Joy Division escolhido como o definitivo foi o EP An Ideal for Living (1978), que ainda tinha forte influência do movimento punk. Após entrarem para a gravadora indie Factory, foi contratado o produtor Martin “Zero” Hannett, que conduziu a gravação do seus dois álbuns de estúdio e influenciou a sonoridade da banda ao introduzir efeitos eletrônicos nas canções. Em princípio o resultado desagradou Bernard e Peter, que preferiam um estilo mais punk; mas teve o respaldo de Curtis. As invencionices de Hannett deram certo, e logo toda a banda passou a flertar com a sonoridade eletrônica. Em conseqüência, o Joy Division é tido até hoje como referência pioneira ao som new wave da primeira metade dos anos 80.

Após as canções “Digital” e “Glass” terem sido lançadas em uma coletânea da gravadora da banda, veio o primeiro álbum da banda, Unknown Pleasures (1979). O disco causou grande alvoroço entre público e crítica, devido à sua sonoridade soturna e às letras intimistas. Destaque para as faixas “She’s Lost Control”, “Shadowplay”, “New Dawn Fades” e “Disorder”. Ainda em 79, eles lançaram seu primeiro single, “Transmission”, que teve relativo sucesso.

No ano seguinte, o quadro clínico de Ian piorou, com o agravamento de sua epilepsia e dos problemas conjugais. Ainda assim, o Joy Division pôde gravar, em março, o álbum Closer. No final de abril, foi lançado o flexi disc de “Komakino”/”Incubation” e também o compacto 7′ de “Love Will Tear Us Apart”, que viria a ser a música mais conhecida do conjunto, permanecendo ainda hoje com o fulgor e a excitação que provocou outrora.

Ian Curtis cometeu suicídio em 18 de maio de 1980, um dia antes da viagem do Joy Division para os Estados Unidos, onde fariam sua primeira turnê internacional. Devido a problemas na tiragem, Closer tornou-se um álbum póstumo, só sendo lançado em julho. Neste LP, eles se superaram, com composições fantásticas, que viriam a influenciar todo o post-punk na década de 80. Os temas mais elogiados foram “Isolation”, “Passover”, “Twenty Four Hours” e “Decades”. Aliás, o disco conseguiu chegar ao 6º lugar dos tops ingleses e liderou as paradas alternativas.

Em setembro de 1980, a começar pelos singles “Atmosphere” e “She’s Lost Control” (sendo esta refeita, com uma levada mais dançante), vieram os lançamentos póstumos. No ano seguinte, veio o duplo Still, com várias sobras de estúdio e o registro do último show do Joy Division. Substance (1988) é uma coletânea de singles e b-sides. Permanent, de sete anos depois, compilou 15 clássicos, mais um remix de “Love Will Tear Us Apart”. Heart And Soul é uma caixa com 4 cds, que reúnem praticamente tudo que eles gravaram.

Os outros membros da banda formaram o New Order alguns meses depois do suicidio do vocalista Ian Curtis. A influência do quarteto no rock mundial permanece, como provam bandas como Editors, Interpol e Franz Ferdinand e She Wants Revenge, além de serem grandes ídolos de outros artistas, como Trent Reznor, o homem Nine Inch Nails e Billy Corgan dos Smashing Pumpkins.

Origem dos nomes

  • Stiff Kittens

Este nome foi sugerido para Ian Curtis por Richard Boon, produtor dos Buzzcocks, mas a banda odiou o nome e ele acabou sendo usado apenas no primeiro concerto da banda, no domingo 29 de Maio de 1977.

  • Warsaw

A banda foi inspirada pela música Warszsawa, do álbum Low de David Bowie, em português significa Varsóvia (capital da Polônia). Porém uma banda londrina, Warsaw Pakt lançou seu primeiro álbum em Novembro de 1977, então eles decidiram mudar de nome para evitar alguma confusão.

  • Joy Division

Em Dezembro de 1977 eles decidiram seu nome definitivo. O nome veio do livro “House of Dolls, de Karol Cetinsky. Nesse livro Joy Division (Divisão da Alegria) é o nome dado para a área onde as mulheres judias são mantida prisioneiras e “oferecidas” sexualmente aos oficias nazistas.

New Order

Publicado: 14/06/2007 em New Order, Pós Punk

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New Order era uma banda de pós-punk e música eletrônica inglesa formada em 1980 pelos ex-integrantes do Joy Division após o suicídio do vocalista Ian Curtis e que acabou em 2007.

A sua última formação incluía Bernard Sumner (vocais, guitarra), Peter Hook (baixo), Stephen Morris (bateria) e Phil Cunningham (guitarra, sintetizadores). Em 2001, a tecladista/guitarrista Gillian Gilbert (entrou em 1980, casada com Stephen Morris) saiu da banda por problemas familiares

Inicio e Movement

Formado no início da década de oitenta em Manchester (Inglaterra), o New Order era constituído inicialmente por três ex-integrantes do Joy Division, cuja carreira foi prematuramente cancelada com o suicídio do vocalista Ian Curtis, em maio de 1980. Os membros remanescentes do Joy Division, Bernard Sumner (guitarra), Peter Hook (baixo) e Stephen Morris (bateria) decidiram continuar, apesar da tragédia, e optaram por mudar o nome para New Order, denominação que deveria trazer implícita a idéia de mudança, mas que despertou suspeitas entre os jornalistas sobre as filiações políticas do grupo (“Nova Ordem” era o que Adolf Hitler pretendia impor à humanidade caso tivesse vencido a Segunda Guerra Mundial).

Em junho de 1980, Sumner, Hook e Morris fizeram sua primeira gravação de estúdio acompanhando Kevin Hewick. A faixa resultante desse trabalho, “Haystack”, foi editada na coletânea “From Brussels With Love”. A canção foi uma das primeiras a fazer parte do novo material que o trio vinha compondo logo após a morte de Ian Curtis. Uma segunda música, “A Piece of Fate”, também foi gravada com a participação de Hewick, mas este fonograma nunca viu a luz do dia. Kevin retrabalhou esta faixa ao longo dos anos e ela foi lançada pelo cantor em 1993 com o nome “No Miracle”. No mês seguinte, a banda faria algumas gravações demo no famoso estúdio da banda Cabaret Voltaire, o Western Works, em Sheffield (UK). As famosas “Western Works Demos” continham uma música que vinha sendo trabalhada ainda com o Joy Division (“Ceremony”, que na demo aparece cantada por Stephen Morris) e, ainda, mais três faixas totalmente novas (“Truth”, “Dreams Never End” e “Homage”).

Após algumas apresentações ao vivo como trio, Gillian Gilbert foi integrada à banda para tocar teclados e guitarra, enquanto Bernard Sumner se consolidava no posto de vocalista, ocasionalmente divido com Peter Hook. Gillian fez sua primeira participação no grupo quando ainda se chamavam Joy Division: num show em Liverpool, por conta de um incidente que feriu a mão de Sumner, ela o substituiu na guitarra.

O primeiro single do New Order, lançado em 1981, continha duas músicas escritas ainda nos tempos do Joy Division, mas que ainda não haviam sido terminadas por causa da morte de Curtis: “Ceremony” e “In a Lonely Place”. Em setembro do mesmo ano, pela Factory Records, gravadora independente que os abrigava desde 1978, lançam o compacto “Procession”, que antecedeu o lançamento de “Movement”, o primeiro álbum, em novembro.

Power, Corruption and Lies; Low Life e Brotherhood

O New Order foi o pioneiro na ligação da música eletrônica ao Rock. Revolucionaram a que é hoje conhecida como Dance Music. Com o disco Power, Corruption and Lies, de 1983, eles mudaram de direção musical, distanciando-se de vez da sombra de Ian Curtis e partindo para músicas mais dançantes, inspirados por Kraftwerk, Afrika Bambaata, Disco Music e Giorgio Moroder. A banda também, a partir desse disco, adota uma postura nas letras sem sentido e de abstracionismo, oposto ao lirismo desesperado de Ian Curtis. Os singles desse ano foram Blue Monday (vide abaixo) e Confusion (uma música com uma batida hip-hop muito forte). No ano seguinte, mais dois grandes singles – Thieves Like Us e The Perfect Kiss.

Low Life, de 1985, traz alguns sucessos da banda como Perfect Kiss (clipe esse que foi dirigido por Jonathan Demme). Em 1986, foi lançada uma das músicas mais famosas do quarteto, Bizarre Love Triangle, no disco Brotherhood.

Blue Monday

Com 7 minutos e meio de duração, Blue Monday é o single de maior duração que já alcançou as paradas britânicas. É conhecido como o single mais vendido da história musical, mas a Factory não era membro da Indústria Fonográfica Britânica e, sendo assim, não puderam receber um disco de ouro. Apesar disso, a Companhia das “Paradas” do Reino Unido estima que as vendas ultrapassaram um milhão de cópias no Reino Unido.

Blue Monday é considerada como uma das músicas mais importantes da cena eletrônica dos anos 80 por misturar o Synthpop com influências da cena de clubes de Nova York. O produtor Arthur Baker, da tal cena, colaborou no single seguinte, Confusion.

Substance e Technique

Em 1987 a banda lançou seu disco mais famoso, a coletânea Substance (no ano seguinte seria lançada uma coletanea do Joy Division com o mesmo nome). O disco contém todos os singles lançados até aquele momento. Músicas como Bizarre Love Triangle e Sub-Culture são as versões do single, diferentes das versões dos respectivos álbums. A banda entrou, naquela época, em uma nova fase, com um som mais pop e limpo com singles como True Faith e Touched By The Hand Of God.

O disco Technique, de 1989, é , para muitos, um retrato fiel do auge da acid house. O disco foi concebido na época em que a casa noturna Hacienda da gravadora do New Order, a Factory Records, estava sendo invadida pela Acid House. World In Motion, primeiro single do New Order a alcançar #1 nas paradas britânicas, foi feita para a seleção Inglesa de futebol sob o nome de NewEnglandOrder, e lançada em 1990, na mesma época em que Bernard Sumner formava a banda paralela Electronic com o guitarrista dos Smiths, Johnny Marr. Peter Hook também acabou formando um projeto paralelo chamado Revenge.

Republic e pausa

Republic foi lançado em 1993 após a saída do New Order de sua gravadora, a Factory Records, e mostra um New Order já um tanto desgastado. O single Regret foi um hit nos E.U.A.. Após esse disco, os integrantes pararam as atividades do New Order e cada um foi trabalhar em seus projetos paralelos: Bernard com o Electronic, Peter com o Revenge (ou Monaco) e os “outros dois”, Steve e Gillian, formaram o Other Two.

Em 1994 a coletânea The Best Of New Order foi lançada com vários dos singles do Substance, mais algumas faixas mais recentes. Em 1998 a banda voltou à ativa e voltou a tocar músicas do Joy Division como “Transmission” e “Atmosphere”.

Get Ready e Waiting For The Siren’s Call

Em 2001 a banda lançou o disco Get Ready e o que se notou foi uma grande mudança na parte músical, mais focada na guitarra do que nos teclados, como mostra os singles Crystal e 60 MPH. Billy Corgan do Smashing Pumpkins participa da música Turn my way e também da turne do disco.

Em 2005 a banda lançou Waiting For The Siren’s Call, um disco que repete a formula do seu antecessor. Singles como Krafty e Jetstream foram muito bem recebidos. A banda passou recentemente em tournê pelo Brasil e Peter Hook já afirmou que há músicas suficientes para um novo disco.

Fim da banda

Após boatos que circulavam havia algum tempo, Peter Hook finalmente falou sobre o assunto em seu blog no myspace e afirmou que a banda realmente havia chegado ao fim.

Fatos

Apesar do disco Movement possuir ainda um forte rescaldo do som depressivo e monolítico do Joy Division, o grupo começou a investir mais seriamente com a música eletrônica. Por conta dessa mudança de direcionamento musical, que aconteceu muito gradualmente, grande parte do público considera a morte de Ian Curtis como o marco que separa radicalmente os dois grupos, Joy Division e New Order. No entanto, é necessário fazer duas ressalvas. A primeira: algumas canções do Joy Division, como “She’s Lost Control”, “As You Said” e “Isolation” já introduziam experimentações eletrônicas, antecipando os caminhos que mais tarde seriam seguidos pelo New Order. A segunda: foi Ian Curtis quem introduziu Bernard, Peter e Stephen, ainda no Joy Division, ao rock eletrônico do Kraftwerk, ao Krautrock, à trilogia pop-eletrônica de David Bowie (os álbuns “Low”, “Heroes” e “Lodger”) e aos trabalhos de Brian Eno. Portanto, pode-se dizer que o New Order nasceu virtualmente no Joy Division.

Curiosidades

  • A banda The Killers tirou seu nome a partir do clipe de Crystal, a partir a banda fictícia que aparece no clipe. O nome está escrito no bumbo.
  • O vocalista Bernard Summer tem um projeto paralelo juntamente com Johnny Marr, guitarrista dos Smiths, chamado Electronic, com a colaboração dos Pet Shop Boys em seu primeiro álbum, lançado em 1991. Karl Bartos, que integrou o Kraftwerk, participou do álbum Raise the Pressure em 1996. O guitarrista Peter Hook também tem seu projeto, no começo chamado de Revenge (uma “vingança” contra o projeto de Sumner) e depois de Monaco. Na década de 90, Stephen e Gillian formaram um duo de nome bem interessante, o The Other Two.

Discografia

  • Movement (1981)
  • Power, Corruption and Lies (1983)
  • Low Life (1985)
  • Brotherhod (1986)
  • Substance (1987)
  • Technique (1989)
  • Republic (1993)
  • Get Ready (2001)
  • Waiting for the Siren’s Call (2005)
  • Singles (2006)