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Genesis

Publicado: 19/11/2007 em Genesis, Rock Progressivo

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Os Genesis é uma banda britânica de rock progressivo formada em 1967, quando os seus fundadores Peter Gabriel, Mike Rutherford, e Tony Banks ainda estudavam na Charterhouse School. Alcançaram sucesso considerável nas décadas de 1970, 1980 e 1990.

Com aproximadamente 150 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo, o Genesis é considerado um dos trinta maiores artistas de todos os tempos. A banda é amplamente conhecida por duas fases musicais diferentes. Na fase inicial da carreira, suas estruturas musicais complexas, instrumentação elaborada e apresentações teatrais a tornou uma das bandas mais reverenciadas do rock progressivo na década de 1970. Criações clássicas da banda nesse período incluem a canção de 23 minutos “Supper’s Ready”, além do álbum conceitual de 1974 The Lamb Lies Down on Broadway. A partir da década de 1980, sua música tomou um caminho distinto em direção ao pop, os tornando mais acessíveis para a cena musical.

Em 18 de outubro de 2006, a BBC anunciou que os membros do Genesis, incluindo Phil Collins, Mike Rutherford e Tony Banks, aceitaram reunir-se para uma turnê mundial e explorando a possibilidade de gravação de um novo material.

Formação atual

  • Tony Banks – teclados, guitarra (12 cordas) e coro (1967 – 1998; 2006 – atualmente)
  • Mike Rutherford – baixo, guitarra e coro (1967 – 1998; 2006 – atualmente)
  • Phil Collins – bateria, vocal e coro (1970 – 1996; 2006 – atualmente)
  • Chester Thompson – bateria (1976 – 1996; 2006 – atualmente)
  • Daryl Stuermer – guitarra, baixo e coro (1979 – 1996; 2006 – atualmente)

Ex-integrantes

  • Peter Gabriel – vocal, flauta e percussão (1967 – 1975)
  • Steve Hackett – guitarra (1970 – 1977)
  • Anthony Phillips – guitarra e coro (1967 – 1970)
  • Chris Stewart – bateria (1967 – 1968)
  • Jonathan Silver – bateria (1967 – 1969)
  • Jonathan Mayhew – bateria, percussão e coro (1970)
  • Ray Wilson – vocal e baixo (1997 – 1998)

Era Peter Gabriel

Os Genesis gravaram o seu primeiro álbum From Genesis to Revelation em 1968 depois de fazerem um acordo com Jonathan King, um compositor e produtor que teve um single de êxito na altura chamado “Everyone’s gone to the moon”. A banda gravou uma série de músicas reflectindo o estilo pop leve dos Bee Gees, de quem King era grande admirador, tendo King juntado estas músicas num pseudo álbum conceptual juntando-lhe arranjos de cordas. O álbum foi um terrível fracasso e a banda sentindo-se manipulada por King disse-lhe que se tinham separado, de modo a conseguirem quebrar o contracto que tinham com ele. Até hoje King é abominado pela banda e seus fãs, por dizer que foi ele quem deu nome ao grupo e por ter sempre tentado ganhar os direitos do primeiro álbum para regravação.

A marcha dos Genesis continuou, tocando onde conseguiam. Acabaram por fazer outro contrato com a Charisma Records. Devido às actuações ao vivo a banda começou a ser conhecida por melodias hipnóticas, que eram muitas vezes também, escuras, assombradas e com uma sonoridade medieval, Anthony Philips deixou a banda em 1970 a seguir ao lançamento de Trespass devido a discordâncias quanto ao rumo que a banda estava a seguir e a episódios de medo do palco. A partida de Phillips foi bastante traumática para Banks e Rutherford que devido a Phillips ser um membro fundador, tinham dúvidas sobre se deveriam ou não continuar sem ele. Eventualmente os restantes membros reuniram-se renovando o compromisso com os Genesis e afastando John Mayhew no acordo. Steve Hackett e Phil Collins juntaram-se ao grupo após terem respondido a anúncios no Melody Maker e realizado audições com sucesso. Em 1971 editam Nursery Cryme.

Em 1972 é editado o álbum Foxtrot que continha a faixa de 23 minutos “Supper’s ready” e “Watcher of the skies” inspirado em Arthur C. Clarke; a reputação dos Genesis como compositores e intérpretes sai solidificada. A presença em palco extravagante e teatral de Peter Gabriel que envolvia numerosas mudanças de vestuário e histórias surreais contadas como introdução para cada música, fizeram da banda uma das mais faladas no princípio dos anos 1970, principalmente no que ao espectáculos ao vivo dizia respeito. Selling England by the Pound, editado em 1973, é aplaudido tanto pela crítica como pelos fãs por quem é normalmente considerado como o seu melhor trabalho. Clássicos como “Firth of Fifth” e “Cinema Show” seriam peças fundamentais nos concertos da banda durante muitos anos. A banda depressa se aventurou num projecto muito mais ambicioso, o álbum conceptual The Lamb Lies Down on Broadway, que foi editado em Novembro de 1974.

Era de Phil Collins

Peter Gabriel deixou a banda em 1975 a seguir à digressão de divulgação de The Lamb Lies Down in Broadway por se sentir cada vez mais separado da banda, tendo o seu casamento e o nascimento do primeiro filho ajudado a aumentar essa tensão pessoal. Os outros membros do grupo escreveram praticamente todas as músicas do álbum, tendo Gabriel limitado-se a escrever a história e as letras sozinho. O primeiro álbum a solo de Gabriel Peter Gabriel I de 1977 continha “Solsbury hill”, uma alegoria à sua saída dos Genesis.

Após considerarem vários substitutos para Gabriel, decidiram que Phil Collins iria substituí-lo, mudando assim a forma da banda de um quinteto para um quarteto. Para surpresa de muita gente, Collins provou ser o vocalista ideal para a banda, já que havia quem achasse que a banda cairia na miséria sem Peter Gabriel. A Trick of the Tail e Wind and Wuthering, editados com um ano de intervalo um do outro, foram bem recebidos na generalidade, demonstrando que os Genesis afinal eram mais do que uma banda de suporte do seu ex-líder. Bill Bruford, acabado de sair dos King Crimson, juntou-se ao grupo na digressão de 1976 como baterista e mais tarde, Chester Thompson (veterano dos Weather Report e de Frank Zappa) tomaria conta da bateria nos concertos, deixando Collins livre para o vocal.

Em 1977 Steve Hackett deixou o grupo, passando Rutherford a ocupar-se das guitarras e o grupo continuou como um trio, facto que se reflectiu no título do álbum seguinte And Then There Were Three. Este álbum iniciou também outra grande alteração, com a banda a afastar-se das músicas longas e a entrar no formato mais curto e amigável para as rádios; este álbum conseguiu o primeiro single de êxito nos Estados Unidos com “Follow you follow me”. Seguiu-se Duke que atingiu a platina e que trouxe mais dois grandes êxitos para a banda, “Turn it on again” e “Misunderstanding”. O êxito dos Genesis pelos anos 1980 estava assegurado, embora muitos fãs da era Gabriel se sentissem alienados. Cada álbum tornava-se mais e mais comercial e as audiências aumentavam na mesma proporção.

Dois anos depois de lançar Abacab, em 1981, o álbum Genesis ainda trazia algumas composições próximas no progressivo como “Mama” e “Home by the Sea”, esta conhecida pelas duas versões, uma delas totalmente instrumental. Em 1986 é lançado Invisible Touch, de longe o maior sucesso de vendas do público, com mais de 20 milhões de cópias vendidas. Hits como “Invisible Touch”, “Tonight Tonight Tonight”, a romântica “In too Deep” e “Throwing It All Away” pegam de assalto as paradas de sucessos de todo o mundo, além do bem-sucedido videoclipe de “Land of Confusion” na MTV. Nos fins dos anos 1980 e princípios de 1990, a banda tocava regularmente em grandes estádios por todo o mundo e em Julho de 1987, tornaram-se mesmo os primeiros a tocar quatro noites seguidas no estádio de Wembley.

Os concertos da banda aumentaram consideravelmente devido à sua aderência à tecnologia de ponta. Os Genesis foram a primeira banda a usar “Vari*Lites”, ecrãs gigantescos e o sistema de som “Prism”, todos eles agora, objectos normais em qualquer grande espectáculo.

Era Ray Wilson

Entretanto, Collins tornou-se uma super estrela, ao manter paralelamente uma enorme carreira a solo, na produção, como actor televisivo, designadamente na série Miami Vice, tocando bateria como convidado em digressões de Robert Plant e Eric Clapton. O seu sucesso a solo pode ter influenciado o sucesso e a direcção musical dos Genesis. Muitos terão visto o dobrar dos sinos da banda quando Collins abandonou o grupo em 1996. Banks e Rutherford continuaram e elegeram o ex-Stiltskin Ray Wilson para o substituir. O álbum Calling All Stations vendeu bem em toda a Europa mas não teve grande sucesso nos Estados Unidos, onde o hip-hop, o rock alternativo e o teen pop suplantavam o rock clássico nas tabelas de vendas. Por este motivo o grupo cancelou uma digressão que estava planeada para esse país.

Para todos os efeitos a banda dispersou-se, mas os seus membros individualmente (incluindo Phillips e Hackett, mas excluindo Gabriel) continuam a manter contactos regulares e não puseram de parte a eventualidade de uma reunião. Tony Banks diz que a banda está a descansar, e Collins, que entretanto começou a perder a audição de um ouvido, diz estar esperançado que a formação original, incluindo Gabriel possam vir a tocar juntos outra vez.

A formação clássica gravou em 1999 uma nova versão de “Carpet crawlers” (embora o tivessem feito separadamente) para um Greatest Hits, e a maioria dos membros originais envolveram-se na edição de Archive, uma compilação em duas caixas de CDs.

Reunião da banda

Alguns pronunciamentos de Collins, Hackett e Gabriel no final de 2005 sobre um provável retorno do grupo e um encontro entre os membros da banda na Suíça em janeiro de 2006 estimularam as especulações dos fãs do grupo de uma possível volta. Apesar de um desmentido da produtora da banda sobre esse fato, rumores sobre uma possível reunião em meados de 2007 circularam com freqüência na Internet durante quase todo o ano de 2006.

Após muita especulação sobre a reunião, Tony Banks, Phil Collins e Mike Rutherford anunciaram a turnê de reunião “Turn It On Again” em 7 de novembro de 2006, quase quarenta anos após a formação da banda. Foi confirmado que a primeira parte da turnê seria na Europa, em doze países, começando em Helsinki, Finlândia em junho de 2007 e terminando em Roma, Itália em julho. A turnê então seguirá para os Estados Unidos em mais vinte concertos.

A idéia original era reunir também Peter Gabriel e Steve Hackett e executar a turnê para The Lamb Lies Down on Broadway. A princípio, Peter Gabriel aceitou o convite para apresentar-se, mas não gostaria de comprometer-se com a turnê, o que acabou levando a sua saída da reunião[2]. Hackett também recusou o convite mas mantém boas relações com o resto da banda. Em seu sítio oficial o músico inclusive expressas sucesso na reunião do Genesis[3]. Diante disso, a formação da turnê deverá ser: Phil Collins (voz e bateria), Tony Banks (teclados e vocais), Mike Rutherford (baixo, guitarras e vocais), Daryl Stuermer (guitarras, baixo e vocais) e Chester Thompson (bateria e sampler).

A banda e o produtor Nick Davis estão re-lançando álbuns antigos em 2007 no formato box-set pela Virgin Records, de Trespass a Calling All Stations, no formato 5.1. Um DVD também terá material extra incluindo vídeos promocionais e novas entrevistas sobre o período de lançamento de cada álbum presente.

Álbuns de estúdio e EP’s

  • 1969 – From Genesis to Revelation
    • reeditado em 1974 como In The Beginning
    • reeditado em 1980 como Where The Sour Turns To Sweet
  • 1970 – Trespass
  • 1971 – Nursery Cryme
  • 1972 – Foxtrot
  • 1973 – Selling England by the Pound
  • 1974 – The Lamb Lies Down on Broadway
  • 1976 – A Trick of the Tail
  • 1976 – Wind and Wuthering
  • 1977 – Spot the Pigeon (EP)
  • 1978 – …And Then There Were Three
  • 1980 – Duke
  • 1981 – Abacab
  • 1983 – Genesis
  • 1986 – Invisible Touch
  • 1991 – We Can’t Dance
  • 1997 – Calling All Stations

Álbuns ao vivo

  • 1973 – Genesis Live
  • 1977 – Seconds Out
  • 1982 – Three Sides Live
  • 1992 – The Way We Walk, Vol. 1: The Shorts
  • 1992 – The Way We Walk, Vol. 2: The Longs
  • 2003 – Live at Wembley Stadium

Compilações

  • 1998 – Genesis Archive – 1967-1975
  • 1999 – Turn It On Again
  • 2000 – Archive #2 – 1976-1992

Trabalhos relacionados

  • 1975 – Voyage of the Acolyte é um álbum a solo de Steve Hackett, mas para muitos é quase um álbum dos Genesis. Participam Hackett, Mike Rutherford e Phil Collins juntamente com John Hackett (flauta, sintetizador ARP, sinos), Nigel Warren-Green (violoncelo), Robin Miller (oboé, cor inglês), John Acock (Mellotron, acordeon, piano) John Gustafson (baixo) e Sally Oldfield (voz).

Videografia

  • 1976 – Genesis in Concert (filme)
  • 1982 – Three Sides Live
  • 1984 – The Mama Tour
  • 1992 – The Way We Walk – Live in Concert
  • 2001 – The Genesis Songbook

Curiosidades

Inspiração e influências

Uma ampla variedade de estilos musicais influenciaram a banda, desde a música clássica ao rock e jazz. Tony Banks inspirava-se em Alan Price do The Animals, citando que ele foi a primeira pessoa que me fez tomar conhecimento do órgão no contexto do rock [4]. Outros organistas inflentes para Banks incluem Matthew Fisher (Procol Harum e The Nice). Influências clássicas incluem Rachmaninov, Ravel, Mahler e Shostakovich.

Vários contemporâneos como The Beatles, The Rolling Stones e Simon and Garfunkel também afetaram o som da banda. Collins citou Buddy Rich e Mahavishnu Orchestra, enquanto a carreira anterior de Gabriel com o Genesis foi influenciada pela música de Nina Simone e King Crimson [5]. Os arranjos musicais do primeiro álbum From Genesis to Revelation foram influenciados pelo trabalho de Moody Blues, Family e Bee Gees.

Como um grupo que influenciou o crescimento do movimento rock progressivo, o Genesis vem sendo citado como uma influência para várias outras bandas do estilo como Camel, Kansas, Redrick Sultan, It Bites, IQ, Happy The Man, Marillion, Opeth, Ange e Goblin. Várias bandas de tributo como Re-Genesis, The Musical Box e In The Cage foram criadas para apresentar materiais antigos da banda da era Peter Gabriel.

Phil Collins foi o primeiro artista a fazer um cover de uma canção do Genesis, “Behind The Lines”, incluída como terceira faixa de Face Value. Durante apresentações solo, Gabriel executou The Lamb Lies Down on Broadway e Back in NYC enquanto Hackett apresentou “In That Quiet Earth”, “Los Endos”, “Horizons” e “Blood On The Rooftops”. Hackett também apresentou “I Know What I Like (In Your Wardrobe)” em turnês solo e com o supergrupo GTR em 1986. Ray Wilson realizou o maior número de canções da banda durante concertos solo. Em seus dois álbuns solo ao vivo, Live e Life and Acoustic, podem ser encontradas “Carpet Crawlers”, “Follow you Follow me”, “I Can’t Dance”, “The Lamb Lies Down on Broadway”, “No Son of Mine”, “Shipwrecked” e “Mama”. Jeff Buckley retrabalhou em “Back in NYC” em um álbum póstumo lançado em 1998, Sketches for My Sweetheart the Drunk. A banda sueca de death metal In Flames fez um cover de “Land of Confusion” no seu Trigger (EP), assim como o Disturbed em Ten Thousand Fists.

Capas de álbuns

As capas de álbuns dos álbuns do Genesis incorporaram uma arte complexa para refletir os temas presentes nas composições. Seu primeiro álbum, From Genesis to Revelation era todo preto com o texto Genesis escrito em uma fonte gótica e verde no topo à esquerda. as capas foram modificas ao longo dos lançamentos. Os três álbuns seguintes tiveram suas capas desenvolvidas pelo artista gráfico Paul Whitehead (da Charisma Records). A capa de Foxtrot é talvez a mais popular entre os fãs; é mostrada uma figura feminina em um vestido vermelho e com uma cabeça de raposa. Whitehead alegou em entrevista que a inspiração para a personagem surgiu em na canção “Foxy Lady” de Jimi Hendrix[6] . Após Whitehead mudar-se para Los Angeles, o Genesis assinou com a famosa agência Hipgnosis, cujos artistas haviam criados capas conceituadas, como Dark Side of the Moon do Pink Floyd e Houses of the Holy de Led Zeppelin. A primeira capa da Hipgnosis para a banda foi para The Lamb Lies Down on Broadway, contanto pela primeira vez com um modelo masculino, representando o personagem “Rael”, protagonista da história do álbum.

No resto da década de 1970, vários artistas da Hipgnosis contribuíram com capas para os álbuns de estúdio do Genesis. A capa de Trick of the Tail é uma representação de vários personagens no álbum. A começar por Duke, os álbuns da banda apresentavam caricaturas desenvolvidas pela Bill Smith Studios. O álbum mais vendido da banda, Invisible Touch, apresentava a arte de Assorted Images, previamente desenvolvidas para capas de álbuns de Duran Duran e Culture Club. A capa de We Can’t Dance apresenta o trabalho de Felicity Bowers. As capas de Calling All Stations e da compilação Turn it on Again: The Hits foram desenvolvidas pela Wherefore Art?.

Críticas

As raízes do rock progressivo tornaram o Genesis diferente de seus contemporâneos do rock como Led Zeppelin ou Black Sabbath. Inclusive, um artigo na Q Magazine trata de um quadrinho de 1977 de Ray Lowry de fãs “adormecidos, moribundos, [ou] comatosos com o nome da banda mostrado em uma cartaz sobre o palco, onde se lê “GENESNOOZE”[7][8].

Muito do criticismo com a banda na década de 1970 era centrado por volta de todo o rock progressivo no geral, que para muitos era considerado “intelectual” e “pretensioso”. As aparições teatrais de Gabriel eram consideradas incoerentes para muitos fãs do rock, inclusive para alguns fãs da banda. Isso foi exemplificado nas apresentações ao vivo de suporte do último álbum com o vocalista na banda, The Lamb Lies Down on Broadway, desenvolvido independentemente por Gabriel; é uma obra difícil de se entender e aceitar, o que causou atrito com os outros membros do Genesis.

A transição da banda de tocar longas e complexas composições para um material mais compacto e “comercial” também não foi bem recebido pela crítica. Uma revisão de And Then There Were Three relatou “em resumo, esta composição é sombra mais pálida das realizações anteriores do grupo. O prejuízo não é somente irreversível, foi largamente endossado: …And Then There Were Three… é o primeiro disco de ouro do Genesis nos Estados Unidos”[9]. Phil Collins é geralmente criticado pela transformação da banda do rock progressivo para o rock comercial e pop, tocando o mesmo que ele desenvolveu em sua carreira solo.

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O The Smashing Pumpkins é uma banda formada em Chicago em 1988 pelos guitarristas Billy Corgan e James Iha, e que teve seu ápice em meados da década de 1990 com o lançamento do álbum Mellon Collie and the Infinite Sadness, em 1995, se tornando um dos álbuns duplos mais vendidos da história.

Menos influenciados pelo punk rock que outras bandas contemporâneas, a banda era baseada em sons pesados de guitarra, contendo elementos de gothic rock, heavy metal, música psicadélica, rock progressivo, pós-punk e, posteriormente, música eletrônica.

O grupo separou-se em 2000, devido principalmente a disputas internas, ao consumo de drogas e às baixas vendas de álbuns, mas reformou-se em 2006 com dois dos membros originais, Corgan e Jimmy Chamberlin, aos quais se juntaram Jeff Schroeder (guitarra), Ginger Reyes (baixo) e Lisa Harriton (teclado).

Nos primeiros shows a banda tinha duas guitarras, um baixo e uma bateria eletrônica. A baixista D’arcy Wretzky foi convidada a se juntar à banda em meio a uma discussão sobre a banda Dan Reed Network. Esta formação não durou muito tempo, com o baterista Jimmy Chamberlin se juntando à banda ainda em 1988.

O primeiro disco foi lançado em 1991, Gish. Trazia brilhantismo nas composições mas, por ter sido lançado por uma gravadora não tão expressiva, não foi muito reconhecido.

Em 1993 é então lançado o que muitos fãs classificam como a obra-prima da banda. Siamese Dream é a trilha sonora da vida de muita gente. A banda carregou no peso dos instrumentos e as composições (entre elas “Cherub Rock”, “Disarm” e “Soma”) são inspiradíssimas. Há quem diga que Billy Corgan gravou todas as guitarras e os baixos para garantir que seu perfeccionismo fosse alcançado.

1995 é o ano de Mellon Collie and the Infinite Sadness, um dos álbuns duplos mais vendidos da história, considerado um dos melhores discos dos anos 90, e com produção do consagrado Flood (U2, The Killers). “Zero”, “1979”, “Tonight, Tonight”… Uma sucessão de hits e uma longa e bem sucedida tounée. Mas nem tudo eram flores… A tournée foi um sucesso, mesmo após o afastamento do baterista devido ao seu problema com drogas. Em uma noite em um hotel em Nova Iorque, ele e o tecladista contratado Johnathan Melvoin usaram heroína e depois de uma overdose, Melvoin morre.

Entretanto, este facto abalou a banda. O afastamento do grande amigo afetou Billy Corgan e a banda, e este abalo refletiu em Adore. Lançado em 1998, o disco não obteve o mesmo sucesso de seus antecessores, apesar de ser também uma obra maravilhosa, onde os temas soturnos da existência são explorados com extremo cuidado, tanto nas melodias quanto nas letras. Além do afastamento de Jimmy Chamberlin, que, neste ponto estava em uma clínica de reabilitação para viciados em drogas, a mãe do vocalista e líder da banda é diagnosticada com câncer (cancro), o que afetou definitivamente o ambiente da banda, gerando este apelo depressivo.

1999 é o ano do retorno triunfal da banda como ela se consagrou. A Arising! Tour marca o retorno de Jimmy Chamberlin às baquetas, os clássicos da banda voltam a ser executados nos shows (durante a tournée do Adore 90% do setlist era composto de músicas deste álbum). As novas músicas, a serem lançadas no próximo disco eram apresentadas ao público, que aguardava ansiosamente pelo retorno da formação clássica.

Em 2000, é lançado Machina/the Machines of God. Com muitas inovações nas composições, é um disco que reúne grandes músicas, com algum toque de experimentalismo. Entretanto, é um disco que só conquistou os verdadeiros fãs, coisa que vinha acontecendo desde Adore. Sem nenhum apelo comercial, Machina não foi o sucesso de vendas de outrora, mas é um disco maravilhoso. Desde o encarte à última música, passando pela produção dos shows. Tudo era primoroso.

Mas, para tristeza dos fãs, a saída da baixista D’arcy antes do início da turnê e o anúncio de Billy Corgan que este era o último disco da banda e, consequentemente, os últimos shows, as últimas linhas de uma das maiores bandas de rock da história estavam sendo escritas. Em 2 de dezembro de 2000, os Smashing Pumpkins fazem sua apresentação final, no mesmo local onde iniciaram sua carreira: o Cabaret Metro, em Chicago.

Como forma de agradecer aos fãs, uma última música foi lançada. Untitled é dedicada à todos os que, nesses 13 anos, estiveram ao lado da banda. Ainda, lançado apenas pela internet, Machina II/The Friends and Enemies Of Modern Music é o último album gravado em estúdio.

Em 2006, Billy Corgan anunciou a volta do Smashing Pumpkins. Sem James Ilha e sem D´arcy, e com os novos elementos Ginger Reyes (como baixista) e Jeff Schroeder (como guitarrista) a banda lançou Zeitgeist no dia 10 de Julho de 2007.

Discografiva

  • 1991 – Gish (28 de Maio) (1,1 milhão de cópias vendidas nos Estados Unidos)
  • 1993 – Siamese Dream (27 de Julho) (4,6 milhões de cópias vendidas nos Estados Unidos)
  • 1995 – Mellon Collie and the Infinite Sadness (24 de outubro) (9,4 milhões de cópias vendidas nos Estados Unidos, o album duplo mais vendido no mundo)
  • 1998 – Adore (2 de junho) (1,1 milhão de cópias vendidas nos Estados Unidos)
  • 2000 – MACHINA/The Machines of God (29 de fevereiro) (583.000 cópias vendidas nos Estados Unidos)
  • 2000 – MACHINA II/The Friends & Enemies of Modern Music (5 de setembro) (somente 25 cópias feitas – a banda encorajou a distribuição livre pela Internet)
  • 2007 – Zeitgeist (10 de Julho)

Supertramp

Publicado: 15/07/2007 em Rock Progressivo, Supertramp

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Supertramp são uma banda britânica de rock progressivo que lançou (emplacou) uma série de álbuns de sucesso nos anos 70. No princípio gravavam mais álbuns conceituais, mas tornaram-se mais conhecidos por suas posteriores canções ao estilo dos Beatles, como “Dreamer”, “Give a Little Bit”, “The Logical Song”, “Breakfast in América”, “It’s Raining Again” e uma série de outros sucessos.

Apesar do enorme sucesso o grupo, por opção, nunca alcançou o estrelato; era afirmado durante o auge de sua popularidade que os Supertramp eram a banda que mais vendia no mundo cujos integrantes poderiam andar na rua sem serem reconhecidos. E realmente, a banda era um sucesso tão estrondoso quanto os Rolling Stones, a diferença era que os cinco integrantes optavam por uma espécie de anonimato, sem grandes explorações comerciais. Segundo especialistas, esse fator comprova a qualidade natural da banda e (discutivelmente) a ratifica entre as cinco melhores e maiores bandas da história da música.

Jethro Tull

Publicado: 13/05/2007 em Flautistas, Jethro Tull, Rock Progressivo

Jethro TullJethro Tull é uma banda de rock progressivo formada em Blackpool nos anos 60. Sua música é marcada pelo estilo vocal cheio de maneirismos e o trabalho único na flauta de seu líder Ian Anderson, além de uma complexa e pouco usual construção musical. Seu estilo incorpora elementos de música clássica e celta, assim como do rock alternativo e do art rock. Entretanto, é difícil especificar quais artistas tiveram influência direta ou foram influenciados pelo Jethro Tull. Mais do que qualquer outra banda, sua música permanece à parte do restante do rock.

Os primórdios da banda

O Jethro Tull passou pelo seu “calvário” em clubes britânicos nos anos 60, com uma formação instável que eventualmente se cristalizaria em Ian Anderson (vocais, flauta, violão e mais tarde diversos outros instrumentos), Mick Abrahams (guitarra), Glenn Cornick (baixo) e Clive Bunker (bateria). A princípio a banda passou por inúmeras mudanças de nome para conseguir mais shows, e que Jehtro Tull foi o que acabou ficando depois que conseguiram um contrato com uma gravadora (o nome vem do agricultor Jethro Tull que inventou a semeadeira). Os empresários então sugeriram que Abrahams assumisse os vocais e a guitarra e que a flauta fosse eliminada, relegando Anderson ao piano rítmico. Depois de uma sucessão de compactos mal sucedidos, eles lançam This Was em 1968, altamente influenciado pelo blues e composto por Anderson e Abrahams.

Depois desse álbum, Abrahams deixou o grupo, (formando sua própria banda, Blodwyn Pigs), devido principalmente à “diferenças musicais” (Abrahams preferia continuar tocando blues, que Anderson taxava de estilisticamente limitado e de vocabulário restrito aos ingleses de “classe média”). Depois de uma série de audições (ao contrário de rumores, tais audições não contaram com Tony Iommi do Black Sabbath, que na verdade só concordou em aparecer no Rock’n’Roll Circus dos Rolling Stones para tocar “A Song For Jeffrey”), o ex-integrante das bandas Motivation, Penny Peeps e Gethsemane Martin Barre foi contratado como o novo guitarrista. Barre se tornaria o segundo integrante mais antigo da banda depois de Anderson.

Rock progressivo

Esta nova formação lançou Stand Up em 1969. Composto inteiramente por Anderson (com exceção de “Bouree”, de Johann Sebastian Bach, aqui adaptada para um formato jazzístico), demonstrava o abandono do blues em favor do nascente estilo de rock progressivo, então em desenvolvimento por grupos como King Crimson, The Nice e Yes. Em 1970 eles adicionaram o tecladista John Evan, embora tecnicamente ele fosse apenas um músico convidado, e lançaram o álbum Benefit.

O baixista Cornick abandonou a banda logo após Benefit, sendo substituído por Jeffrey Hammond-Hammond, e esta formação lançou em 1971 o trabalho mais conhecido da carreira do Tull: Aqualung. O álbum é uma combinação de rock pesado focado em temas como párias sociais e cultos religiosos mesclados a experimentos acústicos sobre a vida mundana do cotidiano. Aqualung é adorado e odiado em iguais proporções, embora a faixa título e “Locomotive Breath” sejam constantes em rádios de rock clássico.

Quem saiu em seguida foi o baterista Bunker, substituído por Barriemore Barlow, e o álbum de 1972 da banda foi Thick as a Brick. Trata-se de um álbum conceitual consistindo de uma única longa música separada entre os dois lados do LP, com um número de movimentos integrados e alguns temas repetidos. O quinteto deste álbum – Anderson, Barre, Evan, Hammond-Hammond e Barlow – foi a formação mais duradoura do Tull, permanecendo a mesma até 1975.

1972 também viu o lançamento de Living in the Past, um álbum duplo compilando os compactos, lados-B e sobras de estúdio da banda, com um dos lados sendo gravado ao vivo em 1970. Com exceção das faixas ao vivo, esse é considerado pela maioria dos fãs do Tull como o seu melhor lançamento. A faixa título foi um dos compactos de maior sucesso do grupo.

Em 1973 a banda tentou gravar um álbum duplo (exilada em Chateau d’Herouville para se livrar dos impostos, o mesmo que os Rolling Stones e Elton John, entre outros, estavam fazendo na época), mas, supostamente insatisfeitos com a qualidade do estúdio, abandoram o projeto. Ao invés disso gravaram rapidamente e lançaram A Passion Play, outro álbum conceitual de uma só música, com letras bastante alegóricas. Depois de anos de popularidade crescente para a banda, A Passion Play vendeu relativamente bem mas acabou recebendo diversas críticas negativas. Até então Anderson tinha um relacionamento amigável com a imprensa de rock, mas este álbum acabou marcando um ponto de transição para o Tull. Sua unanimidade entre os críticos diminuiu, seguida pelo declínio de popularidade entre o público. War Child (1974), contudo, recebeu críticas favoráveis, e produziu o sucesso “Bungle in the Jungle”. Também traz uma certa canção, “Only Solitaire”, supostamente dirigida a um compositor que estava entre os mais árduos críticos de Anderson.

Em 1975 a banda lançou Minstrel in the Gallery, um álbum que lembrava Aqualung em seu trabalho bombástico encabeçado pela guitarra de Barre em contraste às peças acústicas mais leves. Depois desse álbum, Hammond-Hammond saiu da banda, sendo substituído por John Glascock.

Too Old to Rock And Roll, Too Young to Die!, de 1976, foi outro álbum conceitual, desta vez sobre a vida de um roqueiro de meia idade. Anderson, atormentado pelas críticas (particularmente as de A Passion Play), respondeu com mais versos afiados. A imprensa pareceu não perceber a alfinetada, e ao invés disso quis saber se o título do álbum era autobiográfico – uma acusação que Anderson negou veementemente.

Folk rock

A banda fechou a década com um trio de álbuns de folk rock, Songs from the Wood, Heavy Horses e Stormwatch. Songs from the Wood foi o primeiro álbum do Tull a receber críticas na maioria positivas desde a época de Benefit e Living in the Past.

A banda teve longos flertes com os roqueiros folk do Steeley Span. Embora não formalmente considerada como parte do movimento folk-rock (que na verdade começou quase uma década antes com o advento do Fairport Convention), havia claramente várias trocas de idéias musicais entre o Tull e os roqueiros folk. Durante esta época, David Palmer, que havia feito alguns arranjos de cordas nos primeiros álbuns do Tull, entrou oficialmente para a banda, tocando principalmente teclado.

O baixista Glascock morreu em 1979 depois de uma cirurgia no coração, e Stormwatch teve de ser finalizado sem ele (Anderson foi o baixista em algumas das faixas). Ian decide então gravar seu primeiro disco solo.

Rock eletrônico

Por pressão da gravadora, Anderson lançou seu disco solo como um álbum do Tull em 1980. Entitulado A, apresentava Barre na guitarra, Dave Pegg no baixo e Mark Craney na bateria. Com uma pegada mais eletrônica, trazida pelo tecladista convidado Eddie Jobson, soava e parecia completamente diferente de tudo lançado pelo Tull até então.

Craney debandou após a turnê de A e o Tull entrou em um período de trocas frequentes de baterista (principalmente entre Gerry Conway e Doane Perry). Peter-John Vettese substituiu Jobson nos teclados e a banda retornou ao som folk – embora com sintetizadores – lançando The Broadsword and the Beast em 1982. 1981 marcou o primeiro ano na história do grupo em que eles não lançaram um álbum.

Em 1984 o Jethro Tull lançou Under Wraps, um álbum fortemente calcado no eletrônico. Embora a banda estivesse supostamente orgulhosa do som, o disco não foi bem recebido e como resultado disso (ou do problema de garganta adquirido por Anderson cantando as músicas de Under Wraps na turnê do disco, ou por ambos os motivos), o Tull entrou em um hiato de três anos durante os quais Ian começou uma bem sucedida carreira de criador de salmão.

A era moderna

 

Ao vivo em Nápoles, 1998

 


Ao vivo em Nápoles, 1998

O Tull voltou mais forte do que se poderia esperar com Crest of a Knave, em 1987. Com a ausência de Vettese (Anderson contribuiu com a programação dos sintetizadores) e se firmando mais na guitarra de Barre como não acontecia desde os anos 70, o álbum acabou sendo um sucesso de crítica e de vendas. Eles ganhariam um Grammy em 1989 como melhor “Performance de Rock Pesado/Metal”, derrotando os favoritos Metallica. O prêmio foi particularmente controverso pois muitos não consideram o Jethro Tull como uma banda de rock pesado, muito menos de heavy metal. O fato de este ser o primeiro Grammy dado ao rock pesado foi visto pelos fãs do estilo como um insulto (depois disso, e talvez por culpa disso, nos anos seguintes prêmios separados seriam entregues aos melhores do rock pesado e do heavy metal). Em resposta às críticas pelo prêmio, a banda supostamente pagou um anúncio em um periódico musical britânico com a frase “A flauta ‘É’ um instrumento de metal pesado!”. O estilo de Crest foi comparado ao dos Dire Straits, em parte por Anderson, que parecia não mais ter o alcance vocal de antes.

Desde então a banda têm lançado uma variedade de álbum de estilo similiar à Crest, mas também incorporando mais influências folk. O mais notável é A Little Light Music, de 1992, um álbum em grande parte acústico que foi bem recebido pelos fãs devido à suas versões diferentes de muitas composições antigas.

Anderson lançou vários discos solo desde o começo dos anos 80 e nos anos 90 Barre também deu início a uma carreira solo. Anderson e Barre permaneceram como o centro da banda (Peggy finalmente saiu em 1995, sendo substituído por Jonathan Noyce). Em 1996 uma combinação de artistas de rock progressivo lançaram um tributo ao Tull, To Cry You a Song, que incluía contribuições de diversos ex-integrantes da banda.

A banda entrou no século XXI e continua a lançar álbuns inéditos com o passar dos anos. Neste princípio dos anos 2000 a voz de Anderson parece estar retomando um pouco do seu alcance de antigamente.

Álbuns de estúdio

  1. This Was (1968)
  2. Stand Up (1969)
  3. Benefit (1970)
  4. Aqualung (1971)
  5. Thick as a Brick (1972)
  6. A Passion Play (1973)
  7. War Child (1974)
  8. Minstrel in the Gallery (1975)
  9. Too Old to Rock ‘n’ Roll: Too Young to Die! (1976)
  10. Songs from the Wood (1977)
  11. Heavy Horses (1978)
  12. Stormwatch (1979)
  13. A (1980)
  14. Broadsword and the Beast (1982)
  15. Under Wraps (1984)
  16. A Classic Case (1985) (álbum orquestral cover)
  17. Crest of a Knave (1987)
  18. Rock Island (1989)
  19. Catfish Rising (1991)
  20. Roots to Branches (1995)
  21. J-Tull Dot Com (1999)
  22. The Jethro Tull Christmas Album (2003)

Coletâneas

  • Living in the Past (1972)
  • M.U. – The Best of Jethro Tull (1976)
  • Repeat – The Best of Jethro Tull – Vol II (1977)
  • Original Masters (1985)
  • 20 Years of Jethro Tull (1988)
  • 20 Years of Jethro Tull: Highlights (1988)
  • 25th Anniversary boxed set (1993)
  • The Best of Jethro Tull (1993)
  • Nightcap (1993)
  • The Ultimate Set (1997)
  • Through the Years (1998)
  • Collection (1998)
  • The Very Best of Jethro Tull (2001)
  • Essential Jethro Tull (2003)

Ao Vivo

  • Bursting Out (1978)
  • Live at Hammersmith ’84 (1990)
  • A Little Light Music (1992)
  • Living with the Past (2002)
  • Nothing Is Easy: Live at the Isle of Wight 1970 (2004)
  • Aqualung Live (2005)

Vídeos

  • Slipstream (1981)
  • 20 Years of Jethro Tull (1988)
  • 25th Anniversary Video (1994)
  • Living with the Past (2002)
  • A New Day Yesterday (2003)
  • Nothing Is Easy: Live at the Isle of Wight 1970 (2005)

Formação atual

  • Ian Anderson (1968-presente) (gaita, violão, guitarra, flauta, mandolin, vocais)
  • Martin Barre (1969-presente) (guitarra, flauta)
  • Doane Perry (1984-presente) (bateria)
  • Andrew Giddings (1991-presente) (teclado)
  • Jonathan Noyce (1995-presente) (baixo)

Bateristas

  • Clive Bunker (1968-1971)
  • Barriemore Barlow (1971-1980)
  • Mark Craney (1980-1981)
  • Phil Collins (1982) (no evento Prince’s Trust Gala)
  • Gerry Conway (1982, 1987)
  • Paul Burgess (1982) (apenas na turnê)
  • Dave Mattacks (1991-1992)

Baixistas

  • Glenn Cornick (1968-1970)
  • Jeffrey Hammond-Hammond (1970-1975)
  • John Glascock (1975-1979)
  • Tony Williams (1978) (substituto temporário de Glascock)
  • Dave Pegg (1979-1995)

Tecladistas

  • John Evan (1970-1980)
  • David Palmer (1976-1980)
  • Eddie Jobson (1980-1981)
  • Peter-John Vetesse (1982-1985)
  • Martin Allcock (1988-1992)

Guitarristas

  • Mick Abrahams (1968)
  • Tony Iommi (1968) (apenas na apresentação dublada no Rolling Stones’ Rock and Roll Circus)

Referências na Cultura Pop

  • Na série infantil brasileira A Turma da Garrafinha, o personagem Musicão aparece na maioria das vezes cantarolando o riff de ‘Aqualung’.
  • Em um episódio da série Friends, Phoebe revela que possui um caderno aonde anota todos os homens com quem já saiu. Uma das anotações é Jethro Tull – fica implícito que ela saiu com a banda inteira.
  • No filme Armageddon, o personagem de Owen Wilson, Oscar, ao ser perguntando pelo psicológo sobre qual era a coisa que mais o irritava, diz que é “gente que acha que Jethro Tull é o nome de um dos membros da banda”.
  • Em um episódio da série Everybody Loves Raymond, é revelado que Robert fugiu de casa para ver um show do Jethro Tull, e, após ficar bêbado, ficou “disposto a bater em qualquer um que não concordasse que ‘Bungle in the Jungle’ era a melhor música já feita”.
  • Na música Samba do Approach, Zeca Baleiro diz: “Já fui fã do Jethro Tull, hoje me amarro no Slash”.
  • No Brasil, o Jethro Tull já se apresentou várias vezes. Uma referência ao estilo on the road da banda, foi a apresentação no Teatro do Bar Opinião (12 de março de 1996) em Porto Alegre. Desde o primeiro tour em 1988, incluindo a programação de 2007, serão 6 tours pelo Brasil.

Para ver mais Jethro Tull clique aqui.

Nosso maravilhoso Jethro Tull tocando no – Madison Sq. Garden em 1978

Nektar

Publicado: 11/05/2007 em Nektar, Rock Progressivo

Nektar

Esta capa do Nektar merece todo o destaque do mundo. Ela fez parte da minha juventude, da minha imaginação, como eu era feliz ouvindo Nektar no meu “som stereo” com caixas acústicas enormes 🙂

Gentle Giant

Publicado: 11/05/2007 em Gentle Giant, Rock, Rock Progressivo

Gentle GiantGentle Giant foi um grupo de rock progressivo britânico formado em 1970 pelos três irmãos Shulman, após o término da banda pop Simon Dupree and the Big Sound em 1969. Gravaram doze álbuns entre 1970 e 1980. Inspirados por antigos filósofos, eventos pessoais e os trabalhos de François Rabelais, a proposta da banda era expandir as fronteiras da música popular contemporânea, com o risco de se tornar muito impopular.

Gentle Giant foi uma das grandes bandas de rock progressivo durante a década de 70. E um dos mitos criados por esse estilo, visto que existem hoje legiões de fãs da banda espalhadas pelo mundo. Eles criaram 12 álbuns num período de 10 anos, cheios de música complexa e maravilhosa que ainda cativa novos admiradores. A banda foi formada pelos três irmãos Shulman (Phil, Derek e Ray) todos ex-integrantes da banda britânica pop/soul/psicodélica Simon Dupree and the Big Sound formada em 1966. No início, tocaram por toda a Inglaterra durante 4 anos, sendo bem recebidos pelas rádios e TV.

Lançaram um álbum com um single no Top 5 da parada britânica, mas sem deixar uma impressão indelével na cena musical britânica. Pelo final de 1969, os Shulmans terminaram a Simon Dupree e lançaram seus olhares sobre o crescente fascínio do meio musical por uma música mais criativa e inteligente que viria a ser chamada de Rock Progressivo.

No início de 1970, eles formaram o Gentle Giant, junto com Martin Smith, Kerry Minnear e Gary Green. O novo grupo começou a fazer um som mais aventureiro, desafiante e distinto de tudo o que se conhecia em termos de música. Compara-se a inovação que os Beatles representaram para o rock em seu tempo com a do Gentle Giant para o rock progressivo. Tinham como influências musicais rock, jazz, música clássica, avant-garde, blues e música medieval inglesa. Uma outra característica da banda eram os vocais múltiplos e sincronizados, pouco comuns na sua época.

Todos os membros da banda tocavam múltiplos instrumentos, somente os principais estão destacados aqui.

  • Derek Shulman – vocais principais, saxofone. Nascido em 11/02/1947, em Glasgow.
  • Ray Shulman – baixo, violino. Nascido em 08/12/1949 em Portsmouth.
  • Kerry Minnear – teclados, vocais principais. Nascido em 02/01/1947, em Dorset.
  • Gary Green – guitarras, vocais. Nascido em 20/11/1950, em Londres.
  • Phil Shulman – instrumentos de sopro e metais, vocais principais (em “Gentle Giant”, “Acquiring the Taste”, “Three Friends” e “Octopus”).
  • Martin Smith – bateria, percussão (em “Gentle Giant” e “Acquiring the Taste”).
  • Malcolm Mortimore – bateria, percussão (em “Three Friends).
  • John Weathers – bateria, percussão (em todos os álbuns remanescentes). Nascido em 02/02/1947 em Carmarthen.

A maioria das músicas foram compostas por Derek, Ray, Kerry, e Phil (quando ele estava no grupo).