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Art blakey’s Jazz Messengers

Publicado: 20/10/2007 em Art Blakey, Jazz

Art BlakeyArt Blakey é um dos maiores bateristas do jazz. Juntamente com Big Sid Catlett, Kenny Clarke e Max Roach, forma o quarteto dos pais da bateria contemporânea. Blakey pontificou basicamente em dois estilos: o Bepop e principalmente o Hard Bop (do qual é um dos artífices), mas também se interessou por outras formas de percussão étnica que alargaram os horizontes do jazz. Além de tocar com Miles Davis e Thelonious Monk, Blakey foi também fundador, líder e catalisador de um grupo bastante influente, que ao longo de décadas teve diversas formações: os Jazz Messengers. Os Jazz Messengers podem ser considerados uma verdadeira academia de jazz: por ali passaram nomes do quilate de Horace Silver, Lee Morgan, Wayne Shorter, Freddie Hubbard e Wynton Marsalis, entre outros.

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HELTON RIBEIRO
Colaboração para Folha Online

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Mesmo que não fosse um dos maiores bateristas do jazz, Blakey teria um lugar reservado na história graças às dezenas de novos talentos que descobriu e lançou.

Por mais de 30 anos, seus Jazz Messengers foram uma verdadeira academia de bom jazz, revelando futuros astros como Wynton e Branford Marsalis, Wayne Shorter, Lee Morgan, Keith Jarrett e Freddie Hubbard. O baterista também tocou e gravou com outros gigantes como Miles Davis e John Coltrane.

Blakey nasceu em 11 de outubro de 1919, em Pittsburgh, Pensilvânia. Ainda criança, aprendeu a tocar piano na igreja, e com esse instrumento iniciou a carreira na adolescência, mas logo passou para as baquetas.

De 39 a 47, ele acompanhou nomes como Fletcher Henderson e Billy Eckstine, em cuja big band chegou a tocar ao lado de Charlie Parker e Dizzy Gillespie. Ao deixar a orquestra, criou um octeto efêmero já com o nome de Jazz Messengers (mensageiros do jazz).

Em 54, batizou com o mesmo nome o grupo recrutado para acompanhar o pianista Horace Silver. Lançado naquele ano, o LP “Horace Silver and The Jazz Messengers” formatou o que ficaria conhecido como hard bop.

Com a saída de Silver dois anos depois, Blakey iniciou uma frenética rotatividade na formação da banda, sempre contratando músicos jovens para substituir os que partiam em carreira solo. E, apesar de tantas mudanças, a personalidade musical do grupo manteve-se intacta por mais de 35 anos, até a morte do baterista em 16 de outubro de 90, em Nova York.

Composições escritas por vários Messengers tornaram-se standards, como “Moanin'”, “Blues March” e “Along Came Betty”.

Curiosidades

 

  • Rebaixamento de postoQuando Blakey ainda era pianista, o dono do clube onde ele tocava resolveu substituí-lo por Erroll Garner, e obrigou o jovem Art a se contentar com a bateria. Erroll se tornaria um dos grandes pianistas do jazz, e Blakey, “rebaixado” de posto, acabou encontrando seu instrumento ideal.
  • Abdullah BlakeyO músico antecipou em muito o interesse por culturas consideradas exóticas, que o flower power dos anos 60 difundiu nos Estados Unidos. Já em 1948 ele viajou à África, onde pesquisou polirritmia e se converteu ao islamismo, adotando o nome de Abdullah Ibn Buhaina.
  • GigantesImagine uma banda formada por Bob Dylan, John Lennon, Mick Jagger e outros do mesmo nível. Foi o que se viu no jazz em 71 e 72, quando Blakey deu umas férias aos Messengers para integrar os Jazz Giants. Dizzy Gillespie, Thelonious Monk, Sonny Stitt e Al McKibbon completavam o supergrupo.
  • Blakey viveEm 87, Art Blakey voltou ao Brasil para a terceira edição do Free Jazz (atual Tim Festival). Os Messengers voltaram ao mesmo evento em 2001, já sem ele, naturalmente. O saxofonista Benny Golson tinha reunido outros ex-integrantes do grupo para shows esporádicos, com formação cambiante, como sempre. Com ele vieram ao Brasil o trombonista Curtis Fuller, o pianista Mulgrew Miller, o trompetista Valery Ponomarev, o baixista Lonnie Plaxico e, no lugar de Blakey, Carl Allen.

Sites relacionados

 

  • www.artblakey.com – o site oficial é mantido pelo espólio do músico. Vai pouco além de uma boa biografia e algumas fotos. Uma falha imperdoável: clicando na seção dedicada à discografia (pretensamente a mais completa disponível), só o que aparece é um aviso de que “estará” no ar a partir de julho de 2005!
  • www.duke.edu – a discografia que falta no site oficial está toda aqui, no site da Duke University, da Carolina do Norte. Há também biografia e fotos. A navegação é um pouco complicada. Para ir direto à seção de Blakey, digite www.duke.edu/~aks2/jazz/dis.htm.
  • www.drummerworld.com – o site da revista “Drummer World” tem samples para ouvir, biografia e muitas fotos.

A matéria acima foi publicada na Folha. Acesse aqui, leia o original e compre a coleção, é imperdível.

Art Blakey

Publicado: 11/05/2007 em Art Blakey, Bateristas, Jazz

Art BlakeyArt Blakey é um dos maiores bateristas do jazz. Juntamente com Big Sid Catlett, Kenny Clarke e Max Roach, forma o quarteto dos pais da bateria contemporânea. Blakey pontificou basicamente em dois estilos: o Bepop e principalmente o Hard Bop (do qual é um dos artífices), mas também se interessou por outras formas de percussão étnica que alargaram os horizontes do jazz. Além de tocar com Miles Davis e Thelonious Monk, Blakey foi também fundador, líder e catalisador de um grupo bastante influente, que ao longo de décadas teve diversas formações: os Jazz Messengers. Os Jazz Messengers podem ser considerados uma verdadeira academia de jazz: por ali passaram nomes do quilate de Horace Silver, Lee Morgan, Wayne Shorter, Freddie Hubbard e Wynton Marsalis, entre outros.

O drumming de Art Blakey é poderoso, vital, sempre carregado de energia. Seus solos freqüentemente possuem um caráter espetacular, explosivo. Blakey era de fato um mensageiro do jazz: tudo fazia para promover a prática do jazz e percorreu o mundo em incontáveis turnês. Visivelmente se divertia e se realizava na música: colocava-se de corpo e alma na música que estava tocando. Também é importante ressaltar que ele era um baterista incomparável como acompanhante: por exemplo, a sua colaboração com Thelonious Monk é notável pelo entrosamento que consegue estabelecer com um dos pianistas mais notoriamente difíceis de se acompanhar.

The Jazz Messengers – Mx’B,C